Rio dos Sinos ultrapassa cota de inundação em Taquara; Gravataí se aproxima do limite

Os principais cursos d’água monitorados na região apresentam situações diferentes nesta sexta-feira (24), de acordo com as últimas medições divulgadas ao longo da tarde. Enquanto o Rio dos Sinos já ultrapassou a cota de inundação em Taquara, o Rio Gravataí se aproxima do nível considerado de risco e o Guaíba permanece abaixo do limite de inundação em Porto Alegre.

Em Gravataí, o Rio Gravataí registrava 4,48 metros às 13h15, ficando a apenas 27 centímetros da cota de inundação, estabelecida em 4,75 metros. A elevação do nível mantém as equipes de monitoramento em atenção, principalmente nas áreas mais vulneráveis próximas ao curso d’água.

A situação é mais crítica em Taquara, onde o Rio dos Sinos atingiu 6,48 metros às 13h15. O índice está 48 centímetros acima da cota de inundação, fixada em 6 metros.

Já em Porto Alegre, o Guaíba apresentava 1,51 metro às 12h15, permanecendo 1,49 metro abaixo da cota de inundação, estabelecida em 3 metros.

Os diferentes cenários reforçam a necessidade de acompanhamento permanente dos níveis dos rios, especialmente diante da possibilidade de novas chuvas e da vulnerabilidade de áreas próximas às margens e de regiões historicamente afetadas por alagamentos e inundações.

A orientação é para que a população acompanhe as atualizações dos órgãos responsáveis pelo monitoramento hidrológico e siga as recomendações da Defesa Civil. Em caso de elevação dos níveis ou risco de inundação, moradores de áreas vulneráveis devem permanecer atentos aos alertas oficiais e buscar locais seguros sempre que houver orientação das autoridades.

Previsão de chuva mantém atenção para níveis dos rios no RS nos próximos dias

O Rio Grande do Sul deve enfrentar novos períodos de instabilidade entre o fim de julho e o início de agosto, segundo a previsão meteorológica. Embora a chuva prevista para a noite desta sexta-feira (24) e o começo do sábado (25) apresente volumes baixos ou muito baixos, a condição deve mudar ao longo da próxima semana, aumentando a preocupação com os níveis dos rios no Estado.

Entre a segunda-feira (27) e a quarta-feira (29), uma sequência de sistemas em onda curta deve avançar de Oeste para Leste, favorecendo períodos sucessivos de instabilidade. A previsão aponta a formação de áreas de nebulosidade carregada, com possibilidade de chuva localmente moderada a forte, acompanhada de raios e trovoadas.

Para o domingo (26), a tendência é de aumento gradual da cobertura de nuvens e possibilidade de chuva irregular em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

A MetSul Meteorologia destaca que, diante do cenário projetado pelos modelos numéricos para os últimos dias de julho e o começo de agosto, a situação hidrológica exige atenção. Rios que já apresentam níveis elevados podem permanecer cheios, enquanto cursos d’água da Metade Sul, que atualmente não registram condições de cheia ou inundação, podem ter elevação dos níveis.

Também existe possibilidade de repique de cheias em regiões onde os rios já começaram a apresentar redução. O cenário, no entanto, ainda possui incertezas, principalmente em relação à distribuição dos maiores volumes de chuva entre as diferentes áreas do Estado.

Por esse motivo, a avaliação atual é de que ainda seria prematuro emitir alertas específicos para determinados rios. Mesmo assim, algumas regiões são consideradas pontos de atenção, entre elas a bacia do Jacuí, no Centro-Norte gaúcho, com possíveis reflexos sobre o Guaíba, que poderá registrar um primeiro pico de cheia na próxima semana.

A preocupação também se estende aos rios da Metade Sul, onde alguns modelos meteorológicos indicam volumes elevados de chuva, e aos cursos d’água que nascem na Serra e atravessam os vales, que devem permanecer com níveis elevados.

Diante da possibilidade de novas chuvas, o monitoramento meteorológico e hidrológico deverá ser intensificado nos próximos dias. A população que vive em áreas próximas aos rios ou em regiões historicamente vulneráveis a alagamentos e inundações deve acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais e seguir as orientações da Defesa Civil.

 

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Leilane Beck
Leilane Beckhttp://realnews.com.br
Entre a ficção e a realidade, meu compromisso é traduzir o tempo em palavras com sensibilidade, crítica e verdade.

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