Gravataí está na etapa final de elaboração do Novo Plano Diretor, documento que estabelece diretrizes para o desenvolvimento urbano e o ordenamento territorial do município. A revisão incorpora mudanças relacionadas à mobilidade, ao uso e à ocupação do solo, à acessibilidade e à preservação ambiental, além de novas medidas voltadas à adaptação e à resiliência diante de eventos climáticos extremos.
A reformulação foi construída a partir de reuniões realizadas ao longo de 2026 com representantes da sociedade civil e de entidades. Nesta etapa, o documento também passa a incorporar diretrizes relacionadas ao Plano Diretor de Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais (PDDrU), com propostas voltadas à melhoria da ambiência urbana e à prevenção dos impactos provocados por eventos de chuva intensa.
“Essas medidas são fundamentais para promovermos as adequações necessárias do novo Plano Diretor, garantindo o alinhamento com o Plano de Drenagem e um crescimento urbano mais organizado, seguro e preparado para aquilo que a cidade precisa”, destacou o prefeito Luiz Zaffalon.
Na sexta-feira (24), representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SMDUR) apresentaram ao prefeito e a secretários municipais os principais pontos da proposta. Entre os itens discutidos estão os mapas de zoneamento, o ordenamento territorial, a definição do perímetro urbano e as alterações em relação ao plano aprovado em 2023.
A proposta também prevê o estímulo à criação de áreas de fruição pública, buscando maior integração entre espaços públicos e privados, além da atualização dos parâmetros relacionados à acessibilidade universal.
Na área ambiental, o texto dedica atenção à recomposição de áreas no entorno das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e à criação de conexões entre espaços verdes. O documento também prevê mecanismos de incentivo à preservação ambiental e medidas voltadas à mitigação e adaptação aos impactos provocados por fenômenos climáticos extremos.
Em relação ao uso e à ocupação do solo, estão previstas ações para desburocratizar a implantação de atividades não residenciais, ao mesmo tempo em que se busca combater e inibir práticas clandestinas de parcelamento do solo.
Para o secretário da SMDUR, Bruno Palaver, a atualização busca integrar as diretrizes do planejamento urbano às ações que já vêm sendo desenvolvidas pelo município.
“Com isso, buscamos mostrar como o Plano Diretor está equiparado e adaptado ao que Gravataí vem desenvolvendo. Junto ao Plano de Drenagem Urbana, nosso objetivo é realizar avanços na cidade, sempre com o olhar atento ao meio ambiente e à mitigação das cheias no município”, afirmou.
A vice-presidente do Conselho Municipal do Plano Diretor (CMPD) e arquiteta e urbanista da SMDUR, Sara Vitelloni Tibola, destacou que a revisão considera os novos desafios enfrentados pelo município e pelo Rio Grande do Sul desde a elaboração do plano anterior.
Segundo ela, a proposta atual busca incorporar ao planejamento urbano aspectos relacionados à emergência climática, ao microclima e à qualidade dos espaços públicos.
“O Novo Plano Diretor proposto está conectado com os desafios da atual emergência climática e agrega benefícios ao ambiente urbano a partir de sua atenção ao microclima da cidade e à vitalidade dos espaços públicos”, afirmou.
Com a conclusão da fase de elaboração, o Novo Plano Diretor deverá avançar para as próximas etapas previstas no processo de revisão. A expectativa é que as novas diretrizes contribuam para orientar o crescimento de Gravataí de forma mais integrada, considerando aspectos urbanísticos, ambientais, sociais e de prevenção aos riscos climáticos.
Foto: Gabriel Muniz





