A derrota por 2 a 1 para a Noruega expôs falhas táticas crônicas e um modelo de gestão desconectado da elite do futebol mundial. A eliminação passou por três fatores determinantes:
* Passividade na fase defensiva
O Brasil adotou uma postura contemplativa e assistiu às trocas de passes. Andreas Schjelderup saiu do banco e deu as duas assistências do jogo. No primeiro gol, ele venceu o marcador na esquerda e cruzou livre para Haaland, que se desvencilhou e ganhou a frente de Gabriel Magalhães. No segundo, após lançamento do goleiro Nyland e passe de Ødegaard, Schjelderup serviu o centroavante, que teve tempo para dominar e escolher o canto de Alisson. Faltou encaixe e agressividade coletiva.
* O custo das oportunidades desperdiçadas
A eficiência define o destino em Copas. O pênalti perdido por Bruno Guimarães aos 13′ do 1º tempo (com o placar em 0x0) mudaria a dinâmica do confronto. Na segunda etapa, exatamente aos 12:40, Endrick recebeu ótimo passe de Vini Jr, saiu cara a cara com Nyland, mas chutou para fora. A Noruega criou menos chances, mas foi fatal.
* Crise de identidade e o recorde de jejum
Com a queda, o Brasil crava seu maior jejum da história: 28 anos sem títulos mundiais até 2030 (superando os 24 anos entre 1970 e 1994). Além disso, os Vikings se consolidam como nossa grande pedra no sapato: são 5 confrontos na história, com 3 vitórias da Noruega e 2 empates — incluindo as duas derrotas em Copas, 1998 e agora em 2026.
* O caminho para a reconstrução: Da base à gestão
A correção deve começar nas categorias de base, exigindo um trabalho interligado e estratégico entre CBF e clubes. Sufocados por dívidas, os clubes hoje formam atletas para venda imediata visando o caixa, sabotando o desenvolvimento do futebol nacional. Precisamos resgatar a essência do drible e do improviso.
Acima de tudo, o ecossistema da Seleção exige o fim das vaidades e de escândalos extracampo. Precisamos de profissionais capacitados na diretoria e atletas com maturidade (“cabelo no peito”) para suportar a pressão da amarelinha. Só assim o Brasil voltará a reinar.
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