A candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul Manuela d’Ávila (PSOL) criticou a circulação de um adesivo que apresenta seu rosto riscado em vermelho acompanhado da expressão “Anti-Manu”. Para a candidata, a imagem ultrapassa os limites da oposição política e reforça uma prática de ataques pessoais direcionados a mulheres que atuam na vida pública.
Em uma publicação nas redes sociais, Manuela relacionou o episódio ao cenário de violência contra as mulheres no Rio Grande do Sul e mencionou ameaças e agressões virtuais que afirma ter enfrentado nos últimos anos.
“Marcar o rosto de uma de nós, de qualquer uma, é um recado claro para todas nós”, escreveu.
Na mesma publicação, a candidata fez críticas ao deputado federal Luciano Zucco (PL), que disputa o governo do Estado. Manuela questionou o significado do material e afirmou que o parlamentar deveria explicar à própria filha, segundo sua avaliação, o que representaria utilizar uma imagem de uma mulher marcada daquela maneira.
Até o momento mencionado nas publicações, Zucco não havia se manifestado diretamente sobre o episódio.
A declaração de Manuela recebeu manifestações de apoio de integrantes e aliados do campo progressista. Entre os nomes que demonstraram solidariedade à candidata estão Edgar Preto, Paulo Pimenta, Fernanda Melchionna e Luciana Genro.
Candidata do Novo assume autoria do adesivo
A candidata a deputada federal Julia Zardo (Novo) afirmou ser responsável pela produção do adesivo. Em resposta às críticas de Manuela, Zardo alegou que a imagem divulgada pela candidata não apresentaria a identificação completa do material original, que, segundo ela, também trazia o nome de Manuela.
Zardo classificou como “fake news” a interpretação apresentada pela candidata do PSOL e afirmou que a peça representa uma posição de oposição política e ideológica.
Em publicações nas redes sociais, a candidata do Novo declarou que se posiciona politicamente contra Manuela d’Ávila e fez críticas à trajetória política da adversária. Zardo também atribuiu à ex-deputada responsabilidade, em sua avaliação, por um modelo político que teria contribuído para problemas econômicos e episódios de corrupção.
O caso provocou novas manifestações no ambiente político e ampliou a disputa entre grupos adversários nas redes sociais. Aliados de Manuela interpretaram o material como um ataque de natureza política e de gênero, enquanto opositores defenderam que a peça representa uma forma de manifestação de oposição política.





