Gravataí não pede licença para crescer, ela concede

Há prefeitos que administram para a próxima eleição. Há prefeitos que administram para a próxima geração. Zaffalon, evidentemente, escolheu o segundo caminho, e o Mercado Livre, com sua caneta de investimento bilionário, acaba de referendar a escolha. Setecentos e vinte empregos diretos, 38,7 mil metros quadrados de operação, tecnologia de ponta em inteligência artificial e automação instalando-se no bairro Monte Claro. Alguém ainda tem dúvidas de que Gravataí deixou de ser coadjuvante na Região Metropolitana para assumir o papel de protagonista?

Repare bem nos fatos, porque eles são teimosos e não respeitam narrativas de botequim. Um dos maiores centros de distribuição do Mercado Livre no Rio Grande do Sul não caiu do céu. Ele será construído com infraestrutura, com legislação moderna, com equilíbrio fiscal e, principalmente, com um detalhe que incomoda profundamente quem só sabe fazer política de resultado zero, a agilidade nos processos administrativos. É ou não é curioso que, justamente onde há planejamento urbano sério, seja onde as grandes empresas decidem colocar dinheiro de verdade?

O secretário Laone Pinedo resumiu com uma frase que deveria ser emoldurada em toda prefeitura do Brasil que ainda vive de discurso e não de entrega, equilíbrio fiscal, leis modernas, investimento em infraestrutura e atuação como facilitadores. Isso é método e, convenhamos, é o que falta a boa parte da classe política nacional, mais afeita a inaugurar placas do que resolver processos.

Quem torceu o nariz para o jeito direto, sincericida, de Zaffalon governar, que engula a seco esta vitória. Não é a primeira, e pelo visto não será a última. Veja bem, enquanto uns perdem tempo torcendo contra a prosperidade alheia por pura birra política, a cidade segue recebendo o que interessa de verdade à população, emprego, renda e movimentação econômica em cadeia. A Secretaria de Desenvolvimento Humano e Capacitação já entra em campo para o recrutamento. São pessoas de carne e osso, aquelas que precisam pagar boleto no fim do mês, que vão sentir o efeito prático desta conquista, e é uma delícia ver isso se traduzir em número, em vaga, em contracheque.

E não é só o Mercado Livre. O programa Invest Gravataí, agora em sua segunda etapa, é a prova de que não se trata de sorte, mas de estratégia. A cidade está a 15 minutos do Aeroporto Salgado Filho, cravada em um dos principais corredores do Mercosul, e isso, somado à modernização regulatória, forma a receita que atrai quem tem opção de escolher onde investir e escolhe Gravataí. Alguém explica por que os grandes players do mercado logístico continuam batendo à porta de um município que, segundo os eternos pessimistas de plantão, “não teria estrutura”?

O secretário Bruno Palaver acertou o diagnóstico ao dizer que planejamento urbano aliado à agilidade consolida Gravataí como um dos principais destinos de investimento do Estado. Bem, é exatamente isso que separa gestão de amadorismo. Quem constrói cidade pensa em décadas. Quem constrói carreira política pensa na próxima pesquisa de intenção de voto. Zaffalon, pelos resultados que se acumulam, parece definitivamente enquadrado na primeira categoria, e isso é um problema seríssimo para quem só sabe fazer oposição vazia.

Gravataí não está pedindo para crescer. Gravataí está entregando, licença após licença, resultado após resultado, o motivo pelo qual voltou a ser assunto obrigatório em qualquer conversa séria sobre economia gaúcha. Que sirva de aula para quem ainda confunde gestão pública com vitrine pessoal. Repare bem no mapa, no corredor do Mercosul, no aeroporto a poucos minutos, e você vai entender: o futuro já escolheu seu endereço, e é na ERS-118.

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Wagner Andrade
Wagner Andradehttps://realnews.com.br/
Eu falo o que não querem ouvir. Política, futebol e intensidade. Se é pra sentir, segue. Se é pra fugir, cala.

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