Mês da Masturbação: histórias inusitadas mostram que prazer real passa longe dos roteiros perfeitos

Cãibra no meio do momento, masturbação em ônibus de viagem, uma camisa encontrada em situação comprometedora e até pais entrando no quarto na pior hora possível. No Mês da Masturbação, o app de encontros casuais Ysos decidiu fazer um raio-x sobre os hábitos, experiências e memórias mais curiosas relacionadas ao prazer individual. E os relatos mostram algo em comum: longe dos estereótipos e da performance vendida nas redes sociais, a masturbação real costuma ser mais espontânea, divertida e cheia de histórias inesperadas.

Ao ouvir homens e mulheres de diferentes idades, orientações e estilos de vida, o aplicativo encontrou experiências que passam por autoconhecimento, prazer, ansiedade, relacionamentos e situações que poderiam facilmente virar cenas de comédia.

Para Gustavo Ferreira, Head de Marketing do Ysos, relatos assim mostram que a relação com o prazer individual vai além da satisfação física. “O prazer ainda costuma ser tratado como algo que precisa seguir um roteiro ou padrão. Quando as pessoas compartilham experiências reais, percebem que autoconhecimento, curiosidade e até inseguranças fazem parte da jornada”, diz.

Masturbação também é descoberta

Se alguns entrevistados destacaram o lado emocional, outros trouxeram histórias mais caóticas, uma entrevistada de 41 anos, de Araraquara (SP), que preferiu permanecer anônima, contou que uma das situações mais inusitadas aconteceu durante uma viagem. Outra curiosidade que ela revela é que conseguiu chegar a uma nova forma de orgasmo que não conhecia, que costuma reservar um tempo para si mesma e que já passou por perrengues na hora.

“Já me masturbei dentro de um ônibus. Acho que foi o lugar mais improvável. Algo que me surpreendeu muito foi quando tive um squirting e eu nem sabia que era possível para mim. Foi ótimo. E essa é a primeira vez que estou contando isso. 

Gosto de reservar um tempo, geralmente à noite, antes de dormir. A masturbação me ajuda a diminuir a ansiedade, aliviar o estresse e pensar só em mim. Mas nem sempre acontece tudo às mil maravilhas, uma vez  tive cãibra, precisei parar e continuar depois”.

Segundo Gustavo Ferreira, existe uma mudança gradual na forma como as pessoas lidam com o tema. “Durante muito tempo a masturbação esteve associada a culpa ou vergonha, especialmente para mulheres. Hoje percebemos uma abertura maior para falar sobre prazer sem transformar tudo em tabu.”

Pego com mão na massa

Alex Libido, de Petrolina (PE), vive uma união estável e fala do assunto com absoluta tranquilidade. Além de ser um fã da masturbação, também gosta de se exibir durante a prática.

“Já fui pego diversas vezes, em uma delas minha mãe encontrou uma camisa minha toda colada. Foi muito constrangedor. Mas é uma prática que me excita muito, já cheguei  a gozar até as paredes.  A masturbação, para mim, é muito natural, além disso, sou exibicionista e gosto muito de ser assistido, tanto me masturbando quanto transando.”

A frequência pode diminuir, mas não para

Bruno Iura, de São Paulo, casado e bissexual, também diz viver a experiência de forma aberta, seja sozinho ou com a parceira. Hoje, ele conta que a frequência diminuiu porque mantém uma vida sexual ativa ao lado da esposa, mas lembra de um episódio da adolescência que marcou sua relação com o tema.

“A situação mais embaraçosa foi quando meu pai me pegou na hora H. Eu estava entrando na adolescência e ele nunca tinha falado comigo sobre isso. Depois disso, ele me chamou para conversar. A masturbação me ajudou a entender melhor meu corpo e até melhorar meu desempenho nas relações. Sex toys fazem diferença. Temos um arsenal em casa”, brinca.

Sozinho é bom, acompanhado também

Para Rhuan, 31 anos, casado, bissexual e morador de Curitiba (PR), a relação com a masturbação mudou bastante ao longo da vida. Segundo ele, a experiência individual também contribui para a vida a dois.

“Hoje eu falo com naturalidade, mas já foi um tabu muito grande. Já chegou a fazer parte da minha rotina, hoje é algo mais esporádico. Considero um misto de prazer, satisfação e relaxamento, mas também vejo como uma forma de se conhecer, explorar novas possibilidades e entender o que te dá mais ou menos prazer. Acho importante conversar sobre masturbação dentro do relacionamento. É algo normal e deve ser tratado com naturalidade dos dois lados”.

Para Gustavo Ferreira, histórias tão diferentes reforçam uma conclusão: “Muita gente acredita que prazer individual e relacionamento ocupam lugares opostos, mas a experiência costuma mostrar justamente o contrário. Conhecer o próprio corpo pode facilitar conversas, reduzir inseguranças e fortalecer a intimidade.”

Sobre o Ysos

Ysos é um aplicativo que permite os amantes do sexo liberal a encontrar o terceiro elemento para um ménage a trois . Lançado em 2018 pelo Sexlog, maior rede social adulta do país, a plataforma está disponível para Android e iOS e pode ser baixada na Play Store e na App Store.

 

 

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