O Pix não é o vilão e por que a briga com os EUA é um mal-entendido? O Pix virou um sucesso tão grande no Brasil que agora está chamando a atenção do mundo e, infelizmente, nem sempre pelos motivos certos. Governo dos EUA sugeriu taxar produtos brasileiros, alegando que o Pix seria uma “vantagem injusta”. Mas, na verdade, parece que eles não entenderam bem como o sistema funciona. Os bancos brasileiros estão certos em se defender.O Pix não é um produto comercial ou um esquema para dar vantagem a empresas brasileiras; ele é uma ferramenta pública, criada pelo Banco Central para facilitar a vida de todo mundo. É uma infraestrutura básica, como uma estrada ou uma rede de energia, feita para o dinheiro circular com mais rapidez e menos custo.Tentar utilizar o Pix como desculpa para criar barreiras comerciais contra o Brasil parece muito mais uma estratégia de proteção dos EUA do que uma preocupação técnica real. Em vez de punir o Brasil por criar um sistema eficiente e moderno, seria muito mais produtivo que os americanos tentassem entender como o nosso modelo funciona. O Pix é uma conquista dos brasileiros e não deve ser utilizado como moeda de troca em disputas políticas.
Na verdade, parece que o incômodo dos EUA é com a própria soberania tecnológica do Brasil. O Pix é uma infraestrutura pública de sucesso, e o fato de ele ser eficiente acaba por desafiar o modelo de negócios de grandes empresas americanas de pagamentos e cartões de crédito que operam aqui.
O prazo de 15 de julho para essa decisão final deixa o clima ainda mais tenso. É uma daquelas situações na qual a técnica é deixada de lado em nome de uma agenda protecionista. Defender o Pix, como fazem os bancos, é defender uma conquista que mudou a vida de milhões de brasileiros. Se os EUA decidirem seguir com essa taxação de 25%, estarão punindo não apenas a nossa tecnologia, mas também a capacidade do Brasil de inovar sem solicitar permissão para os grandes players globais. É triste ver uma ferramenta tão útil para o cidadão comum ser utilizada como moeda de troca em uma disputa comercial tão agressiva.
Foto: Reprodução
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