Três tipos de hobbies que impulsionam o sucesso profissional

Ter um hobby vai além de um passatempo ou forma de lazer. Diferentes atividades podem contribuir para o bem-estar, o desenvolvimento pessoal e até para o desempenho profissional. Entre as diversas opções, três tipos de hobbies se destacam por seus impactos na carreira: aqueles que mantêm a saúde física, estimulam a criatividade e exercitam a mente. 

Para Andréa Felgueiras, Gerente de Marketing para Atração de Talentos no ManpowerGroup Brasil, a relação entre hobbies e sucesso profissional está diretamente ligada ao desenvolvimento de habilidades essenciais. “Atividades realizadas fora do ambiente de trabalho ajudam a aprimorar a disciplina, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Todas as qualidades valorizadas no mercado”, explica. 

Hobbies que contribuem para o bem-estar físico 

Manter o corpo em movimento não é somente uma questão de saúde, mas também um fator que influencia diretamente no desempenho profissional. Felgueiras destaca que estudos indicam que a prática regular de atividades físicas reduz o estresse, melhora a capacidade de concentração e aumenta a disposição para enfrentar desafios diários. 

A escolha do hobby ideal pode variar conforme as preferências individuais. “Esportes coletivos favorecem o trabalho em equipe, a comunicação e a resiliência. Atividades como corrida e caminhada estimulam a disciplina e a superação de metas. Práticas como ioga e natação promovem relaxamento e equilíbrio emocional”, comenta Felgueiras. 

A especialista ainda reforça que a continuidade é um aspecto importante. “Não se trata apenas de praticar uma atividade esporadicamente, mas de incorporá-la à rotina consistentemente para colher seus benefícios a longo prazo”, destaca. 

Hobbies que estimulam a criatividade 

Atividades criativas auxiliam no desenvolvimento da flexibilidade cognitiva, essencial para a resolução de problemas e a inovação no ambiente de trabalho. Felgueiras pontua que, embora algumas profissões exijam criatividade de forma mais evidente, essa habilidade pode ser útil em qualquer área, desde a gestão de projetos até a tomada de decisões estratégicas. 

“Criatividade não é apenas um talento inato, mas uma competência que pode ser desenvolvida e aprimorada”, afirma Andréa Felgueiras. “Hobbies como pintura, escrita, fotografia e culinária são formas de exercitar o pensamento criativo e treinar a capacidade de experimentar novas ideias”. 

O envolvimento em atividades artísticas também melhora a capacidade de expressão e a percepção de diferentes perspectivas. “A prática constante dessas habilidades pode impactar diretamente na confiança para apresentar soluções inovadoras no ambiente profissional”, comenta Felgueiras. 

Hobbies que exercitam a mente 

Manter a mente ativa é essencial para a aprendizagem contínua e a adaptação a novas situações. Felgueiras explica que atividades intelectualmente desafiadoras, como leitura, jogos de estratégia, aprendizado de novos idiomas e quebra-cabeças, fortalecem o raciocínio lógico e aprimoram a capacidade analítica. 

“Esse tipo de hobby também contribui para a adaptação mental. A busca por novos conhecimentos amplia a visão de mundo e prepara profissionais para enfrentar desafios com mais segurança e criatividade”, afirma Andréa. 

E mais: estudos indicam que atividades intelectualmente estimulantes podem retardar o declínio cognitivo, beneficiando o desempenho profissional e a qualidade de vida no longo prazo. 

Equilíbrio entre trabalho e lazer 

Embora os hobbies possam contribuir para o desenvolvimento profissional, Felgueiras ressalta que eles também têm um papel fundamental na qualidade de vida. “A busca por atividades prazerosas equilibra as demandas do trabalho e evita o esgotamento mental”, diz. 

A escolha de um hobby deve estar alinhada com os interesses e os objetivos pessoais. “Mais do que uma estratégia para o sucesso na carreira, encontrar um hobby significativo permite que as pessoas conheçam diferentes aspectos de si mesmas e cultivem bem-estar em diversas esferas da vida”, conclui Andréa Felgueiras. 

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