Jogou como nunca, perdeu pontos como sempre

O Internacional teve a chance de virar a página. Diante do Flamengo, no Beira-Rio, o Colorado fez uma de suas melhores apresentações no campeonato: finalizou mais, criou as chances mais claras, dominou o jogo e saiu na frente no placar. Teve volume, intensidade e controle. Por alguns minutos, pareceu que o time tinha enfim engrenado.

Mas o placar terminou 1 a 1. E não por acaso.

O gol de empate rubro-negro veio como um roteiro já conhecido pelo torcedor colorado. Uma bola mal ajustada, uma marcação frouxa e um vacilo coletivo. O que poderia ter sido uma vitória sólida virou mais um capítulo da mesma novela. É o nono jogo consecutivo que o Inter sofre gols. E para ajudar, o colorado ainda não sabe o que é vencer desde o retorno da temporada pós Copa do Mundo.

O problema não é técnico. O time cria, finaliza, impõe seu jogo. O problema é cultural, crônico, enraizado. O Inter joga bem o suficiente para iludir, mas não o suficiente para vencer. Sucumbe nos detalhes, permite a reação adversária e transforma atuações convincentes em pontos perdidos.

Enquanto o clube não resolver essa fragilidade mental, essa incapacidade de administrar vantagens para garantir os três pontos, o discurso vai se repetir: “jogou bem, mas…” No Brasileirão, jogar bem não ganha jogo. O time precisa ganhar os seus jogos. E o Inter, jogando como nunca, segue perdendo pontos e olhando para parte debaixo da tabela.

Foto: ID Foto Clube

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