Há exatos 32 anos, iniciava-se o GP de Imola, o final de semana que todos gostariam que nunca tivesse acontecido. Com 3 acidentes, sendo 2 mortais, Imola entrou para a história como o circuito onde todos no mundo não gostariam que tivesse acontecido.
No dia 29 de abril de 1994, o piloto brasileiro Rubens Barrichello deu início ao terror de Imola. O pior acidente da carreira do piloto brasileiro, à época na Jordan, ocorreu quando escapou em uma zebra na “Variante Bassa” a 225 km/h, lançando seu veículo no ar, onde colidiu contra a barreira de pneus, capotou algumas vezes e parou de cabeça para baixo, ficando inconsciente.
A imagem foi assustadora, e o carro caiu em uma posição de lado. Quando os fiscais colocaram a Jordan na posição correta, Rubinho estava desacordado. A equipe médica, comandada pelo veterano Sid Watkins, chegou logo, e Barrichello foi atendido. A eficiência da operação foi fundamental para o brasileiro não ter sofrido sequelas.
“Como o próprio Sid Watkins disse depois, eu morri por seis minutos. Eu engoli a minha língua. Foram 90G, ou seja, 90 vezes 72 quilos” afirmou Barrichello na série Ayrton Senna do Brasil.
Barrichello, foi atendido em dez minutos e transportado para o centro médico do autódromo. Transtornado ao ver o acidente do Rubinho, Ayrton Senna pulou o muro e foi, ao lado do empresário Geraldo Rodrigues, ver o amigo. O tri campeão encontrou o amigo machucado mas consciente.
No dia 30 de abril de 1994, a primeira morte do final de semana, o fatal acidente envolvendo o piloto austríaco aconteceu na entrada da curva Villeneuve, onde a asa dianteira do carro soltou-se e acabou colidindo contra o muro, a 314,9 km/h.
Ratzenberger é lembrado por ser o primeiro piloto a morrer em um final de semana de um Grande Prêmio de Fórmula 1 em Imola. Sua morte segue sendo uma das mais tristes do automobilismo, pois era apenas seu 3° final de semana correndo pela Fórmula 1. Ratzenberger, que durante anos a fio economizou cada centavo para conseguir uma vaga na categoria e, quando enfim alcançou o sonho de sua vida, pela modesta equipe Simtek, não conseguiu desfrutá-lo.
Roland Ratzenberger tentava classificar o carro para o grid de largada, mas a asa dianteira entrou em colapso a aproximadamente 300 km/h na aproximação para a veloz curva Villeneuve. O austríaco não teve a mínima chance, e o carro explodiu contra o muro. As lesões cerebrais foram fatais.
01/05/1994 – O DIA QUE O MUNDO PERDEU AYRTON SENNA
Na sétima volta do Grande Prêmio de San Marino, Ayrton iniciou esta que seria a sua última volta na F1 e na vida.
Entrou na curva Tamburello, sim, a mesma onde Nelson Piquet bateu com sua Williams em 1987, aquela em que Gerhard Berger bateu com sua Ferrari em 1989, Michele Alboreto com a Footwork bateu em 1991, Riccardo Patrese bateu com a Williams em 1992. Perdeu o controle do carro, seguiu reto e bateu no muro.
Dados apontaram que, ao notar o problema no carro, Senna ainda reduziu a velocidade de 300 para aproximadamente 200 km/h.
No dia anterior e até mesmo antes da largada, cobrado pelo doutor Sid Watkins, Senna bem que tentou, outros pilotos também não queriam a prova, só que a corrida aconteceu, mesmo após inúmeras reclamações das condições de segurança da pista.
Falando em largada, logo no apagar das luzes vermelhas, um acidente: a Benetton de JJ Lehto não largou e Pedro Lamy, da Lotus, acertou a traseira do finlandês. A pancada foi tão forte que um pneu se soltou e feriu nove pessoas ao atravessar uma cerca que protegia a arquibancada da pista.
O safety car entrou e ficou até o fim da quarta volta e, duas voltas e alguns metros depois, aconteceu o acidente que mudaria completamente a história da segurança na F1.
Ayrton Senna morreu aos 34 anos, apenas três corridas após iniciar sua trajetória na Williams, carro que tanto sonhou guiar enquanto estava na McLaren, equipe pela qual conquistou três mundiais.







