Levantamento da Secretaria da Saúde apontou Índice de Infestação Predial de 2,4%, mantendo o município em situação de alerta para arboviroses
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Gravataí divulgou os resultados do 2º Ciclo de 2026 do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Realizado entre os dias 11 e 30 de maio, o estudo apontou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,4%, colocando o município em situação de alerta para o risco de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Durante o levantamento, os Agentes de Combate às Endemias (ACE) inspecionaram 2.887 imóveis e coletaram amostras de larvas, analisadas no Laboratório de Entomologia do Núcleo de Vigilância dos Riscos e Agravos Ambientais Biológicos (NVRAAB).
Índice caiu em relação ao primeiro levantamento do ano
O resultado representa uma redução em comparação ao primeiro LIRAa de 2026, realizado entre 8 e 22 de janeiro, quando o município registrou 3% de infestação predial.
Segundo o biólogo e responsável técnico do NVRAAB, Róbinson Martins Korschner, a diminuição pode estar relacionada às baixas temperaturas registradas durante o mês de maio.
“O fato de o mosquito Aedes aegypti se proliferar com mais intensidade nos meses mais quentes do ano faz com que a maioria da população só se lembre de eliminar os criadouros no verão. Contudo, quando as temperaturas estão mais baixas, as medidas de controle podem ser ainda mais eficazes, já que, normalmente, há menos mosquitos em circulação e, assim, as ações voltadas ao combate podem ter um impacto maior”, explicou.
Combate ao mosquito depende da participação da população
Apesar da redução no índice, a Secretaria Municipal da Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da atuação conjunta entre o poder público e os moradores, já que a maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro das residências.
As principais recomendações são:
Eliminar recipientes que possam acumular água;
Manter caixas d’água e reservatórios bem fechados;
Limpar calhas e ralos regularmente;
Descartar corretamente materiais que possam servir de criadouros.
Principais focos permanecem os mesmos
De acordo com o levantamento, os recipientes onde mais foram encontrados focos do mosquito continuam sendo:
Pratos e vasos de plantas;
Pequenas fontes ornamentais;
Materiais de construção;
Tonéis, tambores e cisternas utilizados para armazenamento de água;
Outros recipientes com água parada ao nível do solo.
A Prefeitura reforça que a eliminação desses criadouros continua sendo a principal medida para prevenir a transmissão da dengue, da zika e da chikungunya.
Foto: Divulgação






