FLORIANÓPOLIS – O deputado estadual Maurício Peixer (PL-SC) publicou em suas redes sociais um carrossel de imagens que gerou intenso debate entre apoiadores e opositores do governo federal. Utilizando fotos que registram a proximidade diplomática entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o líder venezuelano Nicolás Maduro, a postagem elenca números alarmantes atribuídos à gestão chavista na Venezuela.
Foco em Direitos Humanos e Segurança
A publicação utiliza um design de alto contraste — números em vermelho sobre fundo preto — para destacar estatísticas de violência e repressão política. Entre os dados citados pelo parlamentar, destacam-se:
10.185 execuções extrajudiciais;
17.400 detenções por motivações políticas;
1.650 denúncias de tortura.
As imagens buscam criar uma conexão visual entre a cordialidade dos encontros bilaterais e os problemas internos enfrentados pela população venezuelana, uma estratégia comum na comunicação da oposição para criticar a política externa brasileira.
Verificação: O indiciamento de Maduro pelos EUA
O primeiro slide da publicação questiona: “Não sabe porque Donald Trump prendeu Maduro?”. No entanto, cabe um esclarecimento técnico sobre os fatos: embora a administração de Donald Trump tenha indiciado Nicolás Maduro em 2020 por narcoterrorismo, lavagem de dinheiro e corrupção, o líder venezuelano nunca foi preso.

Na ocasião, os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura, mas Maduro permanece exercendo o cargo de presidente em Caracas.
Repercussão
A postagem, que já conta com milhares de interações, reflete a polarização sobre como o Brasil deve tratar regimes vizinhos acusados de violações de direitos humanos por órgãos internacionais, como a ONU. Enquanto seguidores do deputado elogiam a “exposição da realidade”, críticos apontam que o uso de fotos antigas fora de contexto visa apenas o desgaste político do atual governo brasileiro.




