Aceitar o vergonhoso 1 a 1 na Bahia é o primeiro passo para o abismo

Meus amigos, o Grêmio vive trancado em um eterno e sufocante ciclo nos últimos seis anos. O roteiro é sempre o mesmo, previsível e doloroso, o ano começa embalado por alguma expectativa renovada e, quando mal chegamos em meados de maio, a realidade nos dá um soco no estômago. Cá estamos nós, mais uma vez, olhando para a tabela e calculando pontos para não cair.

Aí você, meu caro leitor, há de me contestar  “Mas, Lucas, e 2023? O Grêmio não brigou pelo título até as últimas rodadas?” E eu lhe respondo, sem piscar aquilo foi um feliz acidente de percurso chamado Luis Suárez. Um oásis no deserto. No mais, o que vemos é um clube que se sucumbe dentro da própria apatia e de uma ruindade técnica que assusta. Não adianta nos iludirmos sonhando em bater de frente contra as potências financeiras de Flamengo e Palmeiras se a nossa realidade atual é sangrar para arrancar um empatezinho diante de um Bahia em plena crise interna.

O que o Grêmio apresentou em Salvador foi lamentável. Um 1 a 1 vergonhoso na Fonte Nova. A nossa única esperança real de não amargar a quarta queda da nossa história no Brasileirão atende pelo nome de Weverton. Diz o velho ditado do futebol que um grande time começa por um grande goleiro; no nosso caso, só falta mesmo o resto do time. Assim como o uruguaio foi o diferencial na frente, o nosso camisa 1 tem sido o diferencial lá atrás.

Para entender o tamanho do drama e a nossa total dependência do homem das luvas, basta olhar o retrovisor imediato. O desempenho defensivo do Grêmio nos dois últimos jogos, contra Flamengo e Bahia, é de deixar qualquer torcedor sem dormir. Foram 37 finalizações sofridas e 8 grandes chances escancaradas para os adversários. A nossa baliza parecia um alvo de tiro ao alvo, salva por 4 bolas que carimbaram a trave e, principalmente, por 9 defesas milagrosas de Weverton.

O empate na Bahia entrou na conta exclusiva do goleiro. Mas até quando o milagre vai se repetir? O Grêmio precisa acordar do seu sono apático, porque depender de milagres rodada após rodada é caminhar no fio da navalha. O torcedor não aguenta mais ver o mesmo filme repetido.

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Lucas Elgui
Lucas Elguihttp://realnews.com.br
Jornalista e cronista esportivo, com olhar crítico e sensível sobre o futebol. Acumula passagens por grandes portais como Terra e Futebol BR, sempre trazendo análises diretas, opinião forte e conexão com o torcedor.

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