Gravataí se despediu de um dos animais mais conhecidos e queridos por quem circula pelo Centro da cidade. Acerola, cão comunitário que durante anos fez das ruas seu lar e conquistou o carinho de moradores e comerciantes, morreu após enfrentar um tumor.
Sem ter um único dono, Acerola acabou sendo adotado afetivamente por toda uma comunidade. Sua rotina era conhecida por quem passava pelo Centro: descansava em frente às lojas, recebia carinho de comerciantes, ganhava petiscos em lancherias e acompanhava, com tranquilidade, o movimento das ruas.
A presença do cão se tornou parte da paisagem da região. Por onde passava, despertava sorrisos e recebia água, comida e atenção. Com o tempo, Acerola deixou de ser apenas um cachorro que circulava pelas ruas e passou a fazer parte da história de muitas pessoas.
Um dos locais onde era presença frequente era o Social Kombi, que publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais. Na homenagem, o estabelecimento destacou o jeito dócil, simpático e educado do cão e lamentou a ausência do companheiro de quatro patas.
Acerola também era conhecido por frequentar a Paróquia Nossa Senhora dos Anjos. Segundo a homenagem publicada, ele acompanhava missas e até casamentos, tornando-se uma presença familiar para quem frequentava o local.
Corrente de solidariedade
Em maio, a situação de saúde de Acerola mobilizou moradores de Gravataí. Após o diagnóstico de um tumor, uma corrente de solidariedade foi formada para tentar ajudá-lo.
Centenas de pessoas acompanharam sua história, realizaram doações e torceram pela recuperação do animal. Apesar dos esforços e do carinho recebido durante o tratamento, Acerola não resistiu.
A morte provocou manifestações de tristeza entre aqueles que conviveram com o cão e acompanharam sua trajetória.
Um cão que pertencia a todos
A história de Acerola ganhou um significado especial justamente por ele não ter um dono específico. Seu vínculo era construído diariamente com a comunidade.
Ele fazia parte da rotina de comerciantes, clientes, moradores e frequentadores dos locais por onde circulava. Era alimentado, cuidado e acolhido por diferentes pessoas, criando uma relação coletiva que transformou um cão de rua em um personagem querido de Gravataí.
A partir de agora, quem passar pelo Centro encontrará uma ausência difícil de não perceber.
Acerola deixa para trás as lembranças de um cão que, sem pertencer oficialmente a ninguém, acabou pertencendo a todos.
Gravataí perde um companheiro de quatro patas, mas fica com as histórias e memórias deixadas por ele ao longo de sua vida.





