Os monitores de inclusão da Rede Municipal de Ensino de Canoas participam, nesta quinta-feira (30) e sexta-feira (31), de uma capacitação voltada aos primeiros socorros. A formação será realizada das 8h às 17h, no Salão de Atos da Unilasalle, com 250 profissionais em cada dia.
A atividade é promovida pelo Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (IGEVE) e integra o programa de formação continuada destinado aos 500 monitores que atuam na rede municipal. Ao longo de 2026, o cronograma prevê 110 horas de capacitação para esses profissionais.
Um dos principais conteúdos trabalhados durante a formação está relacionado à Lei Lucas, instituída pela Lei Federal nº 13.722/2018. A legislação determina a capacitação em noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários de instituições públicas e privadas de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil.
Durante os dois dias de atividades, os monitores recebem orientações sobre como identificar situações de emergência e quais procedimentos podem ser adotados até a chegada do Samu ou de uma equipe especializada de resgate.
Entre os assuntos abordados estão atendimentos em casos de engasgo, convulsões, parada cardiorrespiratória, quedas e ferimentos. A programação também inclui orientações sobre acidentes envolvendo animais peçonhentos, como picadas de escorpião, além de situações de falta de ar e outras ocorrências que podem acontecer no ambiente escolar.
Para a coordenadora-geral do IGEVE, Carmen Nunes, a formação faz parte de um processo permanente de qualificação dos profissionais que atuam diretamente com os estudantes.
“A formação continuada é fundamental para qualificar cada vez mais o trabalho desenvolvido pelos monitores de inclusão na rede municipal. Esta é mais uma etapa de um programa que seguirá ao longo de 2026, com diferentes capacitações voltadas às necessidades dos profissionais. Nosso objetivo é oferecer conhecimento e ferramentas para que eles estejam cada vez mais preparados para atuar no cotidiano escolar e contribuir para a segurança, o acolhimento e o desenvolvimento dos estudantes”, destaca.
Capacitação aborda situações de emergência
O conteúdo é conduzido por Renato Lopes Machado, diretor do Samu Regional de Hortolândia e Sumaré, em São Paulo. Segundo ele, a preparação busca dar aos profissionais condições para reconhecer situações de urgência e adotar os primeiros procedimentos de forma adequada até a chegada do atendimento especializado.
“A lei determina que os profissionais que atuam com crianças, tanto na rede pública quanto na privada, tenham capacitação para reconhecer uma situação de urgência e prestar os primeiros cuidados de forma adequada. Essa atuação inicial pode evitar o agravamento do quadro e até mesmo prevenir sequelas, garantindo mais segurança para as crianças”, explica Machado.
O monitor Gean Carlos dos Santos, da EMEF Governador Walter Peracchi de Barcellos, avalia que os conhecimentos adquiridos podem ser aplicados também fora do ambiente escolar.
“É um aprendizado que vai muito além da nossa atuação profissional. Saber como agir diante de uma situação de emergência é algo importante para a nossa vida e, quando trabalhamos com crianças, esse conhecimento se torna ainda mais necessário. Muitas vezes, são situações pouco discutidas, mas que podem acontecer a qualquer momento. Por isso, acredito que essa formação vai contribuir não só para o nosso trabalho como monitores, mas também para estarmos mais preparados no dia a dia”, afirma.
Programa terá 110 horas de formação em 2026
A capacitação em primeiros socorros integra o cronograma de formação continuada dos 500 monitores de inclusão da Rede Municipal de Canoas. As atividades começaram em abril, com encontros presenciais e online voltados à preparação dos profissionais para o trabalho junto à comunidade escolar, iniciado em 27 de abril.
No último sábado (25), os monitores participaram de uma formação na Unilasalle que contou com palestra da psicóloga Devahuti Guimarães sobre fundamentos da Educação Inclusiva.
O programa prevê, ao longo de 2026, um total de 110 horas de capacitação para os profissionais que atuam na rede municipal.
Foto: Vinícius Medeiros





