O avanço da infraestrutura financeira brasileira vem ampliando o acesso das empresas a novas modalidades de crédito. Um levantamento da PwC em parceria com a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), mostra que o volume total concedido por plataformas financeiras especializadas cresceu 68%, enquanto a base de clientes PJ dessas instituições aumentou 67%. O movimento reflete um cenário de maior digitalização, integração de dados e evolução regulatória, que tem permitido o desenvolvimento de soluções de financiamento mais ágeis e alinhadas às necessidades do setor produtivo.
Entre as alternativas que ganham espaço nesse contexto está o crédito com garantia de recebíveis. A modalidade permite que organizações utilizem ativos financeiros futuros, como recebimentos de vendas por cartão, duplicatas eletrônicas e contratos a receber, como garantia para obtenção de crédito em condições mais competitivas. A evolução das plataformas eletrônicas de registro e a automação dos processos aumentaram a transparência e a rastreabilidade dessas operações, reforçando a segurança para as instituições e criando novas oportunidades de financiamento.
Para Paulo Consulin, CEO da Global 384, a evolução tecnológica foi fundamental para transformar os recebíveis em uma ferramenta estratégica de gestão financeira.
"A infraestrutura atual permite que ativos sejam registrados, validados e utilizados como garantia de forma muito mais rápida, segura e transparente. Isso amplia as possibilidades de acesso ao crédito e oferece às empresas mais flexibilidade para administrar o fluxo de caixa e financiar projetos de crescimento", afirma.
Além das registradoras de recebíveis, iniciativas como o Open Finance também contribuíram para fortalecer a integração de dados e a eficiência dos processos. Segundo o Banco Central, o ecossistema já ultrapassou a marca de 100 milhões de consentimentos ativos para o compartilhamento de dados, consolidando o Brasil como uma das principais referências globais em finanças abertas. Esse ganho de eficiência tem expandido a disponibilidade de informações para análise de risco e favorecido modelos de crédito mais personalizados.
Nesse cenário, os recebíveis deixam de ser apenas uma ferramenta de antecipação de caixa e passam a desempenhar um papel estratégico na gestão das empresas. Ao transformar ativos futuros em garantia para novas operações, organizações de diferentes portes conseguem expandir sua capacidade de investimento sem depender exclusivamente de linhas tradicionais de financiamento.
Para o executivo, a tendência é que a combinação entre tecnologia e o ecossistema financeiro continue expandindo o acesso a soluções de crédito mais eficientes.
"As empresas estão percebendo que seus próprios ativos podem ser utilizados de forma mais inteligente para financiar crescimento, expansão e inovação. Quanto maior a integração entre dados e infraestrutura, maiores serão as oportunidades para que negócios de diferentes portes acessem crédito de forma mais sustentável e previsível", conclui.
Sobre a Global 384
A Global 384 é uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil, com atuação iniciada em 2009. Com foco na evolução do sistema financeiro, a companhia se posiciona atualmente como uma plataforma de Banking as a Service (BaaS), conectando sua infraestrutura regulatória a empresas de tecnologia e software houses que integram serviços financeiros às suas soluções.
Sob a liderança de Paulo Consulin, presidente da Associação Brasileira das Sociedades de Crédito (ABSCM), a instituição financeira já realizou mais de R$ 1 bilhão em operações de crédito e processa cerca de R$ 640 milhões em transações bancárias por mês, atendendo indiretamente mais de 60 mil clientes em todo o país.





