A inédita fase de 16 avos de final está acontecendo agora, e ela desenha um cenário claro sobre o gramado na América do Norte: favoritismo teórico não ganha jogo, mas solidez tática sim. Se antes do torneio França e Espanha dividiam o topo das apostas, a bola rolando mudou essa dinâmica. Enquanto a Espanha avança sem encantar, os franceses se consolidam como os donos do ritmo da competição.
Muitos tentam decifrar a Seleção da França, mas o segredo de Didier Deschamps está na imposição. Eles não se adaptam ao caos; eles controlam as ações. A França escolhe quando acelerar as transições e quando reter a posse para asfixiar o oponente. É um futebol envolvente, cirúrgico e dominante.
No entanto, o andar do torneio mostra que o império francês não caminhará sem contestação. Outras potências começam a se candidatar com força na busca pela taça:
*Argentina (A força do conjunto): Atuando de forma extremamente sólida e competitiva, com Lionel Messi comandando com maestria um coletivo que sabe sofrer e decidir.
*Brasil (Poder de reação): Após uma boa atuação no triunfo por 3 a 0 contra a Escócia, a Seleção carimbou a vaga contra o Japão com um segundo tempo avassalador: virada construída na base da entrega, raça e um abafador ofensivo que empurrou os japoneses para trás.
*Marrocos (Poder físico): Uma equipe que impressiona pela entrega absurda dentro de campo. Foi com essa intensidade física intransponível que desbancaram a Holanda nos pênaltis após um teste de sobrevivência tática.
*Noruega e Portugal: Os noruegueses vão confirmando o status de grande sensação e surpresa que muitos já previam; enquanto Portugal, liderado pela presença e mentalidade de Cristiano Ronaldo, segue perigoso.
E a Espanha?
A primeira fase não foi convincente. Mas no jornalismo esportivo aprendemos a não sepultar gigantes precocemente. Pelo teto técnico e pelas peças à disposição, a Espanha possui um potencial de crescimento único dentro da competição. Ela pode florescer justamente no momento em que o nível de exigência subir.
A Copa está afunilando e o nível técnico subiu. A França dita as regras hoje, mas quem tem bola para quebrá-las nas oitavas de final?
Foto: Divulgação/Seleção francesa





