A discussão sobre o monitoramento nas escolas municipais voltou ao centro do debate após a decisão judicial que considerou inconstitucional apenas os trechos da lei que autorizavam gravação de áudio e vídeo dentro das salas de aula. Segundo o vereador Jessé Sangalli, a decisão não anula toda a legislação, mantendo válidos os demais dispositivos relacionados à segurança no ambiente escolar.
Diante disso, Sangalli anunciou que irá protocolar um novo projeto de lei com foco exclusivo no monitoramento por imagens, sem captação de áudio. De acordo com o vereador, essa sempre foi a proposta original apresentada por ele, sendo posteriormente modificada por uma emenda parlamentar que incluiu o áudio nas gravações.
O novo texto pretende garantir mais segurança para alunos, professores e toda a comunidade escolar, permitindo o registro de imagens em casos de conflitos, violência, vandalismo ou outras ocorrências dentro das instituições de ensino. A proposta busca, ao mesmo tempo, preservar a liberdade de cátedra e a autonomia dos profissionais da educação, evitando qualquer tipo de interferência no conteúdo pedagógico ou na atuação dos docentes.
Jessé Sangalli reforça que o objetivo principal da iniciativa é ampliar a proteção dentro das escolas municipais, oferecendo mais transparência, prevenção e segurança para estudantes, famílias e servidores da educação. O tema segue gerando debate entre apoiadores da medida, que defendem o monitoramento como ferramenta de proteção, e setores da educação que levantam preocupações sobre privacidade e ambiente pedagógico.






