Carlo Ancelotti voltou a detalhar a ideia de jogo que pretende consolidar na seleção brasileira. Em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (25), em Orlando, nos Estados Unidos, o treinador destacou a relevância do amistoso contra a França, marcado para quinta-feira, às 17h (de Brasília), em Boston, e reforçou o perfil de equipe que deseja ver em campo: organizada, competitiva e tecnicamente forte.
De acordo com o comandante italiano, o desenho tático ideal passa por uma formação com quatro homens de frente. Segundo ele, a intenção é aproveitar ao máximo as características ofensivas do elenco, sem comprometer a consistência defensiva. Ancelotti deixou claro que busca uma seleção capaz de controlar a partida, defender com segurança e, ao mesmo tempo, evidenciar a qualidade dos jogadores mais adiantados.
Ao abordar o confronto com os franceses, o técnico classificou o duelo como um teste de alto nível. Para ele, enfrentar uma das seleções mais fortes do mundo será importante para medir o estágio da equipe e observar como o grupo responde diante de um adversário de grande exigência. A meta, nas palavras do treinador, é aliar equilíbrio, atitude competitiva e bom desempenho com a bola nos pés.
Ancelotti também confirmou uma baixa importante para o compromisso. Marquinhos está fora da partida por causa de dores na região do quadril e, por isso, não será utilizado diante da França. A expectativa da comissão técnica, no entanto, é contar com o defensor no amistoso seguinte, diante da Croácia, no dia 31.
Sem revelar por completo a escalação, o treinador preferiu manter discrição sobre a formação inicial, mas adiantou três nomes do sistema defensivo: Wesley, Léo Pereira e Douglas Santos. Assim, ainda resta uma definição para completar a linha de defesa no compromisso contra os franceses.
O técnico aproveitou ainda para comentar a situação dos zagueiros que vêm sendo observados mais de perto. Léo Pereira, Bremer e Ibañez foram citados como atletas em avaliação não apenas pelo rendimento físico, mas também pela forma como se integram ao grupo. Ancelotti ressaltou que todos possuem atributos para disputar uma Copa do Mundo e lembrou que, numa convocação, a versatilidade também terá peso, sobretudo pela possibilidade de um defensor atuar improvisado na lateral-direita em determinados jogos.
Questionado sobre a quantidade de ausências provocadas por lesões, em especial musculares, o treinador relativizou o problema e afirmou que a situação não é exclusiva do Brasil. Segundo ele, tem sido delicada para várias seleções, em razão do desgaste acumulado ao longo da temporada. Ainda assim, reforçou que o amistoso será valioso para observar postura, rendimento e capacidade de resposta da equipe diante de um adversário de elite.
Ao falar sobre a França, Ancelotti demonstrou respeito pelo rival e mencionou Kylian Mbappé como uma das principais ameaças. O treinador destacou a velocidade, a eficiência e a capacidade de definição do atacante, observando que será indispensável defender com atenção máxima para neutralizar o seu jogo.
Na visão do técnico, a França reúne virtudes em todos os setores, especialmente no ataque, onde combina talento, explosão e qualidade técnica. Por isso, insistiu que o Brasil precisará atuar com equilíbrio para suportar os momentos de pressão, sem abdicar das próprias virtudes. Ancelotti concluiu afirmando que a seleção tem recursos para competir de diferentes maneiras, seja com posse de bola, seja explorando transições e contra-ataques, desde que mantenha organização e inteligência ao longo da partida.





