O Hospital DF Star divulgou, na manhã deste sábado (14), um novo boletim médico sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a unidade, houve uma piora na função renal e uma elevação nos indicadores inflamatórios, o que mantém o quadro como “crítico e sob vigilância rigorosa”. Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não há previsão de alta.
Diagnóstico e agravamento
O ex-presidente foi hospitalizado às pressas na manhã de sexta-feira (13) após apresentar febre alta, calafrios, vômitos e uma queda acentuada na saturação de oxigênio (que chegou a 80%). Exames confirmaram uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa — quando o conteúdo gástrico é aspirado para os pulmões.
De acordo com o médico particular do ex-presidente, Dr. Claudio Birolini, esta é a pneumonia mais severa enfrentada por ele até hoje. “É um quadro muito mais acentuado do que os anteriores e requer cuidado especial para evitar a evolução para uma insuficiência respiratória fatal”, afirmou em coletiva.
Custódia e vigilância
Bolsonaro, que cumpre pena no Complexo da Papuda por tentativa de golpe de Estado, permanece sob escolta policial permanente. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF:
Dois policiais devem permanecer na porta do quarto 24 horas por dia.
É proibida a entrada de celulares ou computadores.
As visitas estão restritas a familiares próximos e advogados, mediante autorização.
Tratamento prolongado
A equipe médica, composta também pelo cardiologista Brasil Caiado e pelo diretor Allisson B. Barcelos Borges, informou que o tratamento com antibióticos por via endovenosa deve durar entre 7 e 14 dias. Embora o paciente esteja consciente e conversando, a preocupação agora se volta para a resposta do organismo à medicação e à estabilização dos rins.
A defesa de Bolsonaro protocolou um novo pedido de prisão domiciliar por questões humanitárias, alegando que o ex-presidente necessita de cuidados permanentes que o ambiente prisional não comporta. O pedido aguarda análise do Supremo.



