Nem flores, nem silêncio: mulheres querem respeito e o fim da violência

Este texto é para aquelas mulheres guerreiras que, mesmo apanhando caladas, não deixam de seguir firmes. Mulheres que enfrentam a correria do dia a dia, trabalhando, criando seus filhos e carregando dores no corpo e na alma depois de tanta violência.

Muitas delas saem de casa com os filhos e acabam dormindo debaixo de uma árvore, porque o marido está bêbado dentro de casa, esperando apenas uma oportunidade para agredi-las novamente — às vezes até as próprias crianças.

A violência não começa com o primeiro tapa. Ela começa muito antes, com a agressão psicológica: nas ameaças, nos gritos, nas humilhações e nas ofensas. Em muitos casos, há também os estupros dentro do próprio casamento, uma realidade dolorosa que ainda é silenciada.

Infelizmente, muitas dessas histórias acabam em tragédia, com casos de feminicídio que chocam o país.

Por isso, reforço que nós, mulheres, precisamos unir forças para enfrentar essa realidade. Precisamos continuar lutando para que o machismo diminua e para que tenhamos as mesmas oportunidades e respeito que os homens. Já conquistamos muito, mas ainda existem batalhas importantes pela frente.

Neste Dia Internacional da Mulher, deixo minha homenagem a todas as mulheres fortes que resistem todos os dias.

Feliz Dia das Mulheres! Parabéns para todas nós.

Que nunca nos falte coragem, união e voz para enfrentar este mundo ainda tão machista.

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Leilane Beck
Leilane Beckhttp://pensereal.com
Entre a ficção e a realidade, meu compromisso é traduzir o tempo em palavras com sensibilidade, crítica e verdade.
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