Na noite de segunda-feira (23), o ao vivo do BBB 26 escancarou algo que vai muito além de estratégia de jogo: a falta de sensibilidade. A postura de Cowboy, ao trazer a família de Ana Paula para o centro de um embate, ultrapassou o limite do aceitável dentro de uma disputa que, sim, é competitiva — mas não deveria ser desumana.
Tudo começou ainda na formação de domingo, quando Jonas e Cowboy passaram a sustentar a narrativa de que Milena teria a intenção de entregar a Prova do Anjo para beneficiar Ana Paula. Uma suposição. Sem confirmação, sem diálogo, apenas achismo transformado em acusação.
Mas o ponto mais grave veio depois. Cowboy decidiu tocar justamente na ferida mais delicada: o pai de Ana Paula. Ao afirmar que Milena queria dar a prova para que Ana pudesse ver o pai, ele trouxe para o jogo uma situação extremamente sensível e pessoal. Não se trata mais de estratégia — trata-se de empatia.
Ana Paula, visivelmente abalada e estressada, reagiu de forma explosiva. Foi tirar satisfação, gritando e partindo para o confronto. Juliano, Samira e Milena precisaram intervir e levá-la para o quarto para acalmá-la. Ali, longe das câmeras principais, ela revelou que o pai quase morreu no Ano Novo. Disse que não queria mais entrar no BBB 26, mas que só decidiu participar porque ele melhorou e a incentivou.
É impossível ignorar o peso dessa informação
O jogo pode ser duro, mas existe uma linha que separa estratégia de crueldade. Usar a família — especialmente em momentos de fragilidade — para desestabilizar alguém é um recurso baixo. Antes de julgar, provocar ou atacar, é preciso lembrar que cada participante carrega histórias, traumas e dores que o público muitas vezes desconhece.
Falta, dentro e fora da casa, algo simples e poderoso: escuta. Ouvir antes de acusar. Entender antes de apontar. Porque ganhar o jogo não deveria custar a humanidade.



