Uma das grandes virtudes de um bom técnico é potencializar jogadores. E o uruguaio Paulo Pezzolano vem conseguindo isso no Internacional, mas um nome chama atenção logo neste início de temporada: Braian Aguirre. O lateral-direito parece ter se encontrado com o treinador e, hoje, entrega um futebol bem diferente do visto em 2025.
Na temporada passada, Aguirre não teve bom rendimento, assim como todo o elenco colorado. Chegou a ter a titularidade questionada e viu Bruno Gomes ganhar espaço como alternativa direta para a função. Mesmo sendo volante de origem, Bruno se adaptou ao lado de Roger Machado e, inclusive, já declarou que prefere atuar como lateral-direito.
Em 2026, Pezzolano chegou com a missão de renovar o ânimo do time e também abrir caminho para novos atletas da base. Dentro desse contexto, Aguirre é um dos que melhor está aproveitando o momento. O lateral tem sido importante nas investidas ofensivas do Inter e, do meio para a frente, vira praticamente um meio-campista: aparece por dentro, ajuda na armação e cresce em participação direta nas jogadas de gol.
A engrenagem tática explica boa parte dessa evolução. Com o Internacional no ataque, Bruno Gomes volta a atuar como volante, mas se comporta como um terceiro zagueiro na saída e na proteção, dando liberdade para Aguirre avançar e contribuir no último terço. Do outro lado, a lógica é parecida: Bernabei é um lateral muito mais forte atacando do que defendendo. Sabendo disso, o primeiro volante raramente passa da linha do meio-campo, garantindo cobertura para que Aguirre participe mais do meio e para que Bernabei avance como uma espécie de ponta pela esquerda, ocupando o corredor e dando profundidade ao ataque colorado.
Os números reforçam a mudança. Na temporada atual, Braian Aguirre já soma dois gols e uma assistência em nove partidas. Mais do que estatística, é um retrato de um jogador mais confiante, mais útil ao coletivo e, principalmente, entendendo com clareza o que Pezzolano pede dentro do modelo de jogo.



