Parlamentares da oposição ao presidente Luiz Inácio da Silva passaram a se manifestar após o desfile realizado no último domingo, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Para eles, o evento teria ultrapassado os limites culturais e configurado possível promoção eleitoral antecipada.
A principal crítica envolve a homenagem feita ao presidente durante a apresentação de uma escola de samba. Integrantes da oposição alegam que o desfile teria caráter político em um período considerado sensível por anteceder o calendário eleitoral.
O Partido Novo afirmou, por meio de suas redes sociais, que houve uso de recursos públicos para patrocinar a escola responsável pela homenagem. A legenda informou que ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), solicitando apuração por possível abuso de poder político e econômico.
Já o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), também criticou o desfile. Em publicação nas redes sociais, classificou o episódio como uso indevido de recursos públicos e questionou a mistura entre cultura e política em ano eleitoral.
Outros parlamentares da oposição reforçaram o entendimento de que pode ter ocorrido ilícito eleitoral, argumentando que a homenagem teria extrapolado o caráter meramente cultural e poderia beneficiar o presidente meses antes das eleições.
Além das críticas direcionadas a Lula, o PL também acionou a Justiça Eleitoral envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, ampliando o debate sobre possíveis irregularidades no contexto político-eleitoral.
Até o momento, não houve decisão da Justiça Eleitoral sobre as representações apresentadas. A defesa do presidente ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações.



