Por trás de cada número relacionado ao suicídio existe uma história, uma família, uma rede de afetos e uma vida que merece atenção. Durante o Setembro Amarelo, a discussão sobre prevenção ganha espaço para lembrar que o sofrimento emocional pode atingir pessoas de diferentes idades, condições sociais e trajetórias.
De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Em 2021, foram estimadas cerca de 727 mil mortes, e o suicídio apareceu como a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos naquele período.
Os números, entretanto, representam apenas parte da dimensão do problema. Segundo a OMS, para cada pessoa que morre por suicídio, mais de 20 realizam uma tentativa. No Brasil, os registros de óbitos são acompanhados pelo Ministério da Saúde por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), que reúne dados utilizados para orientar políticas públicas.
Prevenção começa antes de uma situação de crise
A prevenção não depende apenas de ações realizadas quando uma pessoa já está em uma situação de crise. Ela também pode ser construída diariamente, por meio de atenção, acolhimento e disposição para ouvir.
Perceber mudanças no comportamento de alguém, oferecer uma escuta sem julgamentos, levar o sofrimento a sério e incentivar a busca por acompanhamento profissional são atitudes que podem ajudar a aproximar uma pessoa de uma rede de apoio.
Também é importante combater a ideia de que procurar ajuda representa fraqueza. Falar sobre saúde emocional de maneira responsável contribui para reduzir o estigma e pode facilitar o acesso ao cuidado.
Falar sobre o tema também é uma forma de prevenção
Tratar o suicídio com responsabilidade não significa estimular o comportamento. Pelo contrário, uma abordagem cuidadosa pode contribuir para ampliar a informação, fortalecer redes de apoio e criar caminhos para que pessoas em sofrimento procurem ajuda.
O Setembro Amarelo, portanto, vai além das estatísticas. A campanha reforça a necessidade de olhar para as pessoas por trás dos números e reconhecer que sofrimento emocional merece atenção e cuidado.
Onde buscar ajuda
No Brasil, pessoas que estejam passando por sofrimento emocional podem procurar apoio gratuitamente pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento pelo telefone 188, com escuta e apoio emocional.
Em situações de risco imediato, também é importante buscar atendimento de emergência ou acionar os serviços de urgência disponíveis na região.
Falar, ouvir e acolher podem ser passos importantes. Nenhuma pessoa precisa enfrentar o sofrimento em silêncio.
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