Guarda de Canoas realiza treinamento com armas longas para qualificar agentes

A Guarda Municipal de Canoas realiza, ao longo de setembro, uma série de treinamentos voltados ao uso e ao manuseio dos armamentos longos empregados pela corporação. A capacitação reúne os servidores em turmas e tem como objetivo nivelar o conhecimento técnico dos agentes, ampliar a familiaridade com os equipamentos e reforçar a segurança durante a atuação profissional.

Na manhã desta quinta-feira (24), a atividade foi realizada com a quinta turma de guardas. O treinamento inclui instruções sobre a carabina CTT40 e a espingarda calibre 12, equipamentos utilizados pela Guarda Municipal em operações e situações de controle civil.

Nivelamento busca ampliar domínio dos equipamentos

De acordo com o instrutor Ulysses Bennech, a capacitação procura reduzir diferenças de familiaridade entre os agentes em relação aos diferentes armamentos utilizados pela corporação.

Segundo ele, a proposta é permitir que servidores com maior domínio de determinado equipamento também aprimorem o manejo dos demais, garantindo um nível mais uniforme de preparação entre o efetivo.

O treinamento também aborda os diferentes recursos disponíveis para a atuação dos agentes, incluindo munições letais e alternativas de menor potencial ofensivo, como as munições de borracha.

Para Bennech, conhecer as possibilidades oferecidas pelos equipamentos contribui para que o guarda avalie cada ocorrência e identifique o recurso mais adequado à situação.

Treinamento inclui tomada de decisão

Guarda Municipal há 24 anos, Márcio Acosta destaca que a atualização permanente faz parte da preparação necessária para o trabalho preventivo realizado pela corporação.

Segundo ele, treinamentos periódicos permitem que os agentes estejam preparados para uma eventual necessidade de utilização do armamento e tenham maior segurança durante a atuação.

O secretário de Segurança Pública, Alexandre Alberto Rocha, afirma que as instruções integram um planejamento regular de qualificação do efetivo, com atenção especial aos agentes operacionais que trabalham armados e atuam nas ruas.

Além do conhecimento técnico sobre os equipamentos, as atividades abordam a tomada de decisão durante uma ocorrência. Entre os aspectos trabalhados estão a avaliação da situação e a definição sobre quando sacar, apontar e, se necessário, efetuar um disparo.

Rocha ressalta que decisões inadequadas durante uma intervenção armada podem gerar consequências graves, principalmente em áreas urbanas, onde existe o risco de atingir pessoas que não estejam envolvidas na ocorrência.

Por isso, segundo o secretário, o treinamento contínuo busca preparar os agentes para utilizar os equipamentos de maneira responsável e tomar decisões de acordo com as circunstâncias de cada atendimento.

Foto: Vinícius Thormann/PMC

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