Os pais e a avó de Amanda de Souza Schussler estiveram nesta quarta-feira (16) na Unidade de Coleta de Sangue de Gravataí para realizar uma doação de sangue. A data tinha um significado especial para a família: Amanda completaria 9 anos neste dia.
A menina dá nome à unidade localizada ao lado da UPA da 74 e se tornou símbolo de mobilização pela doação de sangue, medula óssea e plaquetas durante o tratamento contra a leucemia.
Para o pai, Everton Ilha, voltar ao local que leva o nome da filha para doar sangue representa uma maneira de transformar a lembrança de Amanda em uma ação que pode beneficiar outras pessoas.
“A Amanda foi uma transformação para nós. É muito marcante podermos estar aqui doando sangue neste belo espaço que sempre levará o nome da nossa filha em diante. É a materialização de uma honraria que vai ficar eterna. Por isso, escolhemos viver essa data transformando amor em vida, doando sangue”, disse.
Amanda mobilizou campanhas durante tratamento contra a leucemia
Amanda ficou conhecida no Rio Grande do Sul pelas campanhas que mobilizaram doadores durante o período em que enfrentou a leucemia. O tratamento contra o câncer infantil foi realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde também foram promovidas ações para doação de medula e plaquetas.
A mãe, Cristieni de Souza, destacou o significado da iniciativa realizada justamente no dia em que a filha completaria nove anos.
“É um grande presente de aniversário para ela, que ficará marcada para sempre na nossa vida. Quando soubemos que haveria ação no dia 16 de setembro, logo nos mobilizamos para vir aqui e poder doar sangue nesse dia”, complementou.
Cristieni e Everton estiveram acompanhados da filha de Amanda, Luna Ayun, de 3 anos. Também participou da doação Carmen Porto Ilha, avó da menina e primeira pessoa a doar sangue na unidade de Gravataí, em março deste ano.
A instalação da unidade permite que moradores do município realizem a doação sem precisar se deslocar para outras cidades.
Unidade funciona em parceria com o Hemorgs
A Unidade de Coleta de Sangue de Gravataí funciona em parceria com o Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (Hemorgs). A instituição também participa da capacitação das equipes, oferece apoio técnico e auxilia no transporte adequado das bolsas coletadas.
O espaço está localizado na Rua Porto Seguro, 14, no bairro Cohab C, ao lado da UPA da 74.
Neste mês, ainda estão previstas ações de doação nos dias 19 e 24 de setembro.
Como agendar a doação
O atendimento exige agendamento prévio. O interessado pode realizar a marcação pelo Autoatendimento da Prefeitura ou pelo WhatsApp da unidade, informando nome completo, CPF e data de nascimento.
Agendamento para doação de sangue
WhatsApp: (51) 3600-7450
Intervalo entre as doações
Para mulheres, o intervalo mínimo entre as doações é de 90 dias, com limite de três doações por ano. Para homens, o intervalo é de 60 dias, com limite de quatro doações anuais.
Requisitos para doar sangue
Entre as condições informadas pela unidade estão:
Estar em boas condições de saúde;
Pesar no mínimo 50 quilos;
Não estar em jejum e evitar alimentos gordurosos;
Ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas;
Não ter consumido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;
Não fumar nas duas horas que antecedem a doação.
Impedimentos temporários
A doação fica temporariamente impedida em situações como:
Gripe ou febre;
Gestação ou amamentação de bebê com menos de 12 meses;
Até 90 dias após aborto ou parto normal e até 180 dias após cesariana;
Tatuagem ou acupuntura realizadas nos últimos seis meses;
Piercing ou colocação de brincos há menos de seis meses;
Piercing em cavidade oral ou genital, pelo período de 12 meses após a retirada;
Exposição a situações de risco para HIV, conforme os critérios informados pelo serviço;
Herpes labial, até sete dias após a cicatrização;
Endoscopia, colonoscopia e outros procedimentos endoscópicos realizados há menos de seis meses.
Impedimentos definitivos
Entre os impedimentos definitivos informados estão:
Doença de Chagas;
Hepatite após os 11 anos de idade;
Infecção pelos vírus HIV, HCV, HBV ou HTLV;
Uso de drogas injetáveis.
O gesto realizado pela família de Amanda na data em que a menina completaria nove anos reforça a importância das campanhas de doação e mantém presente a história que levou o nome dela à Unidade de Coleta de Sangue de Gravataí.
Foto: Gabriel Muniz
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