Comitiva de Lula gasta R$ 3,2 milhões em menos de 48 horas em Nova York

A estrutura de hospedagem mobilizada para a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a passagem por Nova York ultrapassou R$ 3,2 milhões, segundo levantamento publicado nesta quarta-feira, 23 de setembro. A viagem ocorreu para a participação brasileira na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

Os valores divulgados envolvem reservas em dois hotéis de alto padrão da cidade. No Grand Hyatt New York, a despesa informada foi de R$ 2.217.655,99 por dois pernoites, com pagamento antecipado. No Hotel Park Lane, onde parte da delegação foi acomodada, o custo chegou a R$ 1.014.867,56, sem a inclusão de despesas extras.

Somadas, as duas contas chegam a R$ 3.232.523,55 apenas em hospedagem.

A dimensão da delegação ajuda a explicar a estrutura mobilizada na cidade. Levantamento realizado a partir de autorizações publicadas no Diário Oficial da União identificou pelo menos 73 pessoas autorizadas a viajar para Nova York durante o período da Assembleia Geral. O número não representa necessariamente o tamanho exato da comitiva presidencial, já que parte dos servidores também participou de compromissos paralelos, como a Semana do Clima.

Além das reservas de hospedagem, foram relatados gastos superiores a R$ 8,7 mil com o aluguel de cavaletes destinados ao controle e bloqueio de trânsito nas proximidades da estrutura utilizada pela delegação.

A permanência de Lula em Nova York foi curta. O presidente chegou à cidade no domingo, 20 de setembro, participou de reuniões na segunda-feira e discursou na abertura do debate geral da ONU na terça-feira, dia 22, antes de retornar ao Brasil.

Durante a estadia, Lula permaneceu na residência oficial da representação brasileira junto às Nações Unidas, no Upper East Side, local que também recebeu algumas das reuniões de sua agenda. A informação foi registrada por veículos que acompanharam presencialmente a passagem presidencial pela cidade.

Os R$ 3,2 milhões, portanto, correspondem às reservas de hospedagem relacionadas à estrutura da delegação brasileira em Nova York e não devem ser apresentados como o valor da hospedagem pessoal do presidente.

Além da participação na Assembleia Geral, integrantes da delegação cumpriram agendas diplomáticas, ministeriais e compromissos relacionados a eventos realizados paralelamente à programação das Nações Unidas.

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