CERTEA de Canoas inicia grupo de convivência e psicoeducação para adolescentes com TEA

O Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista (CERTEA) de Canoas iniciou, nesta quinta-feira (17), o primeiro encontro do Grupo de Convivência e Psicoeducação para adolescentes. A iniciativa é voltada a jovens de 12 a 17 anos que estão em acompanhamento no serviço e também àqueles que aguardam atendimento.

A proposta é criar um espaço coletivo de convivência, troca de experiências e desenvolvimento de habilidades sociais. Entre os objetivos estão o estímulo à socialização, à autonomia e à participação dos adolescentes na sociedade.

Atividade une saúde e educação

Esta é a primeira experiência do CERTEA com adolescentes classificados nos níveis 1 e 2 de suporte que apresentam condições para participar de atividades de socialização em grupo.

A iniciativa é desenvolvida de forma integrada pelas áreas de saúde e educação e utiliza a psicoeducação para abordar aspectos emocionais, comportamentais e relacionados à interação social.

Segundo Andrea da Silva Avanze, gerente de Projetos Intersetoriais do Comitê de Gestão e Acompanhamento do CERTEA e CEIA, a criação do grupo amplia as possibilidades de atendimento aos adolescentes.

“Estamos iniciando, com muita alegria, um trabalho em grupo com adolescentes que estavam aguardando atendimento há algum tempo. A proposta foi construída a partir das ações do Comitê de Gestão e Acompanhamento do CERTEA, integrando as áreas de saúde e educação”, afirmou.

Ela explicou ainda que a proposta permite trabalhar questões relacionadas à psicologia e, ao mesmo tempo, estimular a interação entre os participantes.

Encontros foram divididos por faixa etária

A psicóloga do CERTEA, Darlise Mendes, explicou que os adolescentes foram divididos em dois grupos para adequar as atividades às diferentes faixas etárias.

O primeiro encontro ocorreu na quinta-feira (17), com jovens de 12 a 14 anos. Já o segundo grupo está previsto para esta sexta-feira (18), às 14h, reunindo adolescentes de 15 a 17 anos.

“A proposta é oferecer um espaço coletivo de pertencimento e de reconhecimento enquanto adolescente e adolescente com TEA. É um espaço para conversar, socializar, jogar, brincar e tirar dúvidas”, explicou Darlise.

De acordo com a psicóloga, os próprios participantes deverão contribuir para a construção das atividades, a partir de seus interesses e necessidades.

Participantes terão papel na construção das atividades

Ao longo dos encontros, as atividades serão definidas de maneira participativa. A intenção é considerar as características e demandas dos adolescentes e, ao mesmo tempo, estimular a construção de vínculos entre os participantes.

A proposta também busca desenvolver habilidades que possam contribuir para a autonomia e ampliar a participação social dos jovens.

“A ideia é que eles também construam esse espaço de forma participativa, para pensarmos juntos em maneiras de ampliar a inserção deles na sociedade, estimular a autonomia e fortalecer a interação social”, afirmou Darlise.

Foto: Vinicius Thormann/PMC

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