Uso de IA já integra rotina jurídica brasileira

Três em cada quatro advogados brasileiros já utilizam inteligência artificial (IA) em suas atividades profissionais, segundo o Relatório sobre o Impacto da IA no Direito 2026, divulgado pela OAB-SP. O levantamento aponta que 77% dos profissionais fazem uso frequente da tecnologia — um salto significativo em relação aos 55% registrados no ano anterior —, evidenciando a rápida incorporação dessas ferramentas na rotina jurídica. Entre os principais benefícios percebidos, 91% dos entrevistados relataram melhora na qualidade técnica do trabalho, enquanto 84% afirmaram que as expectativas foram atendidas ou superadas, com destaque também para o ganho de tempo nas atividades. A pesquisa ouviu mais de 1.800 operadores do Direito em todo o país. Os dados mostram que a inovação já integra a prática de muitos advogados, mas também reforçam a necessidade de discutir os limites e responsabilidades no uso dessas ferramentas.

Para a advogada Priscila Pinheiro, CEO do Grupo Adali, ecossistema de soluções tecnológicas para o meio jurídico, a IA representa um avanço importante para o setor jurídico. "O que se observa hoje é um movimento de amadurecimento dessas ferramentas, que deixam de ser apenas experimentais e passam a integrar a rotina de muitos profissionais". Entre os benefícios apontados pela executiva está a possibilidade de elevar o nível técnico das peças jurídicas e reduzir erros formais que muitas vezes prejudicam o andamento de processos.

"Quando o advogado conta com apoio tecnológico para organizar argumentos, pesquisar fundamentos e estruturar documentos, ele consegue dedicar mais tempo à estratégia jurídica e ao atendimento do cliente. Isso tende a ampliar a qualidade da atuação profissional e, consequentemente, favorecer um acesso à justiça mais eficiente", explica. Ao mesmo tempo, Pinheiro avalia que surgem preocupações significativas sobre o uso indiscriminado da tecnologia. O principal risco relatado por ela está em ferramentas sem validação jurídica adequada ou sem supervisão do profissional responsável. "Já houve casos amplamente divulgados em que IAs genéricas geraram citações inexistentes ou interpretações equivocadas de jurisprudência", cita.

"Isso reforça a importância de compreender que a IA deve ser utilizada como apoio, e não como substituição da análise técnica do advogado. Ressaltando também a importância de utilizar uma IA especialista e treinada para o contexto do direito brasileiro", alerta. Nesse cenário, o conceito de uso responsável da tecnologia ganha relevância. Validar informações, compreender os limites da ferramenta e manter sempre a supervisão humana sobre o trabalho produzido são práticas essenciais. "A inteligência artificial pode potencializar habilidades do advogado, mas precisa ser utilizada com critérios técnicos e éticos para que realmente contribua para a qualidade e agilidade da prática jurídica", destaca a CEO.

Empenhados em desenvolver soluções que apoiem essa modernização do setor, o Grupo Adali criou ferramentas como o JusDinâmico, que foi estruturado como uma IA jurídica própria, treinada com foco no direito brasileiro, tendo como pilar não apenas produtividade, mas crescimento profissional. "O JusDinâmico oferece apoio na organização de peças, estruturação de argumentos e análise de informações jurídicas, podendo reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas", informa Priscila Pinheiro.

Para a advogada, o uso responsável da tecnologia é o caminho para que a inovação contribua de forma efetiva com o acesso à justiça. "Esse avanço, quando acompanhado de critérios técnicos e supervisão humana, pode contribuir para tornar a prática jurídica mais eficiente, sem substituir o papel central do advogado na análise estratégica e na tomada de decisões", conclui. Para saber mais, basta acessar: https://jusdinamico.com.br/

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