Sem comando, sem futebol e sem dignidade em campo

O torcedor do Grêmio não está irritado à toa  está cansado. Cansado de ver um time que parece não saber o que faz em campo. A derrota na estreia da Copa Sul-Americana escancarou algo que já vinha sendo ignorado: este é um Grêmio perdido. Sem identidade, sem padrão, sem reação. E pior  sem evolução.

O próprio Luís Castro admitiu: foi o pior jogo da temporada e uma derrota merecida. Mas reconhecer o problema já não basta. O que se espera de um treinador é solução e isso simplesmente não aparece. O time não tem esquema definido. Não há repetição de jogadas, não há organização ofensiva, não há solidez defensiva. São apenas peças soltas em campo, dependendo de lampejos individuais que não vêm. E quando o coletivo não existe, o treinador precisa ser cobrado. Porque hoje o Grêmio não parece treinado.

Se falta comando, sobra acomodação. O Grêmio finalizou pouquíssimo e produziu quase nada ofensivamente  um cenário constrangedor para um clube do seu tamanho. Não é só má fase, é postura. Um time que não reage, que aceita ser dominado, que demonstra fragilidade mental. E aqui entra uma questão incômoda: quem dentro do elenco está incomodado de verdade? Quem chama a responsabilidade? Porque dentro de campo, o que se vê é um grupo confortável demais para quem entrega tão pouco.

E não dá mais para blindar a direção. O clube parece parado fora de campo também. Cadê o patrocinador master? Cadê o salto financeiro que o Grêmio precisa para competir? Cadê o planejamento? Enquanto rivais se estruturam, o Grêmio parece caminhar em câmera lenta. A diretoria aposta em processo e longo prazo, mas o torcedor vê regressão. Falta investimento, falta ambição e, principalmente, falta senso de urgência.

O mais preocupante não é perder isso faz parte do futebol. O problema é como se perde. E hoje, o Grêmio perde sem competir, sem ideia e sem alma. É um time que entra em campo como se estivesse à deriva. Perdido taticamente. Perdido mentalmente. Perdido institucionalmente. E quando um clube do tamanho do Grêmio se torna um time perdido, o alerta não é só esportivo é estrutural. A pergunta que fica é simples e dura: até quando?

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Lucas Elgui
Lucas Elguihttp://realnews.com.br
Jornalista e cronista esportivo, com olhar crítico e sensível sobre o futebol. Acumula passagens por grandes portais como Terra e Futebol BR, sempre trazendo análises diretas, opinião forte e conexão com o torcedor.

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