Prefeitura apresenta pacote com reajuste, piso e benefícios, mas paralisação segue afetando cerca de 30 mil alunos
A greve dos professores da rede municipal de Canoas continua após a categoria rejeitar, em assembleia realizada nesta quinta-feira (23), o conjunto de medidas apresentado pela Prefeitura. Com a decisão, a paralisação segue impactando diretamente cerca de 30 mil alunos, além de suas famílias.
Diante do cenário, o Executivo municipal afirma que permanece mobilizado para reduzir os prejuízos à comunidade escolar e buscar uma solução que permita a retomada das aulas.
Proposta apresentada
O pacote de medidas incluía:
Criação de um grupo permanente de trabalho para քննարկ das pautas
Ampliação do vale-alimentação
Aplicação do piso nacional do Magistério a partir de maio
Reposição salarial de 4,26%, parcelada até o fim do ano
Apesar das propostas, a categoria optou por manter a paralisação.
Impactos na rotina das famílias
A continuidade da greve tem reflexos diretos no dia a dia da população, especialmente para pais e responsáveis que dependem da escola para a rotina de trabalho.
O prefeito Airton Souza destacou a preocupação com os estudantes:
“Nosso compromisso é com as crianças, com as famílias e com o futuro da cidade. Respeitamos o direito de manifestação, mas é fundamental avançar para evitar mais prejuízos aos alunos”.
Diálogo segue aberto
Segundo a Prefeitura, desde o início do movimento há rodadas de negociação com o sindicato e representantes da categoria, incluindo reuniões com o prefeito e a secretária de Educação, Beth Colombo.
A administração reforça que segue aberta à construção de um acordo.
Medidas já implementadas
Nos últimos meses, a gestão destaca ações voltadas à educação, como:
Contratação de 500 monitores de inclusão
Realização de concurso público
Manutenção de benefícios como vale-alimentação e auxílio-transporte
Retomada das eleições para diretores
Investimentos em tecnologia e infraestrutura escolar
Também foi retomado o cargo de vice-diretor em escolas que não contavam com essa função.
Impasse continua
Sem acordo até o momento, a Prefeitura reforça que busca uma solução equilibrada, que contemple a valorização dos profissionais e garanta o direito dos estudantes à educação.
Foto: Vinícius Medeiros







