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Operação SUCCEDERE desmantela organização criminosa envolvida em crimes de lavagem de dinheiro

A Delegacia de Lavagem de Dinheiro do DEIC e a 8ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, lideradas pelo Delegado Filipe Bringhenti e pela Promotora de Justiça Roberta Brenner de Moraes, em conjunto com a Contadoria e Auditoria-Geral do Estado(CAGE), realizaram a Operação SUCCEDERE nesta quinta-feira, 16 de março. A operação decorreu da investigação de lavagem de dinheiro proveniente de crimes licitatórios, crimes contra a ordem econômica e contra a ordem tributária praticados por uma organização criminosa composta por uma família especializada em burlar certames licitatórios.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Porto Alegre, Cruz Alta, Xangri-lá, Capão da Canoa, Tramandaí e Tupanciretã.

Este sofisticado esquema criminoso se estendeu por mais de uma década, resultando em enorme prejuízo ao erário e consequente lucro aos criminosos, o que permitiu a constituição de um vultoso patrimônio, que está sendo atacado nesta operação.

Durante as investigações, foi apurado que uma parte significativa desses valores foi sistematicamente lavada, de diversas formas: contas foram abertas em nome de terceiros, veículos foram adquiridos e registrados em nome de “laranjas”, imóveis de luxo tiveram propriedade atribuída a pessoas de confiança dos protagonistas do esquema criminoso e houve até mesmo diversificação em investimentos variados, como a compra de parte do passe de jogadores de futebol, investimentos na construção civil e em plantações de soja. Todas essas estratégias tinham o objetivo de afastar o dinheiro criminoso de sua origem espúria, dificultando a localização e recuperação pelo Estado.

Hoje, serão bloqueadas 57 contas judiciais, com o objetivo de alcançar R$565 milhões de reais, além da indisponibilidade de 38 imóveis (avaliados em R$ 68.000.000,00) e da busca e apreensão de 28 veículos (avaliados em R$ 4.171.000,00). Além disso, 37 mandados de busca e apreensão serão cumpridos em imóveis e empresas de investigados, buscando indícios de autoria e materialidade dos crimes investigados.

A organização criminosa figura, como ré, em aproximadamente 11 mil ações judiciais, notadamente no ramo trabalhista, bem como gerou prejuízo em tributos ao erário na ordem de R$ 200 milhões. A execução da Operação SUCCEDERE conta com o suporte de 140 policiais civis em 55 viaturas, 25 agentes e 10 viaturas do MP/RS e 2 auditores da CAGE.

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