Apontar a incompetência que domina os corredores da Arena virou chover no molhado. É o mais puro suco do óbvio, uma ladainha repetitiva que a cada semana apenas confirma o diagnóstico: o Grêmio hoje é um paciente à beira do desfecho final, na UTI, quase sem a luz da vida para voltar a sorrir.
A crise institucional tem culpados com nome, sobrenome e cargos de chefia. O presidente Odorico Roman personifica a omissão absoluta. É o mandatário invisível: desaparece nas turbulências, recusa-se a dar a cara a tapa e foge da liderança que o torcedor exige. Ao seu lado na condução do desastre, Paulo Pelaipe parece habitar um universo paralelo, completamente desconectado da realidade brutal que o campo escancara a cada 90 minutos.
A frieza dos números de Luís Castro destrói qualquer discurso de projeto a longo prazo:
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Jogos: 47
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Vitórias: 18
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Empates: 14
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Derrotas: 15
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Gols pró / contra: 67 / 51
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Aproveitamento: 49,2%
Menos de 50% de rendimento. Um retrospecto indigesto de time sem ambição, que se acostumou com a mediocridade.
Para completar o cenário de desolação, o Grêmio entra na 24ª rodada do Brasileirão contra o Red Bull Bragantino, no Cícero Souza Marques, sem dar qualquer motivo para o torcedor manter a fé. A zaga é um quebra-cabeça remendado: Kannemann cumpre suspensão automática após atuar em míseras quatro partidas no campeonato, e Gustavo Martins volta a ser dúvida após agravar dores no joelho na Arena MRV empurrando Wagner Leonardo para compor o setor com Wallace.
No meio-campo, a enfermaria segue cheia com Nardoni em tratamento após trauma no joelho, deixando a vaga nos pés de Krovinovic. O suposto “alento” da semana se resume à esperança de liberação médica de Villasanti e Marlon, além da corrida burocrática para regularizar Danilo Barbosa como curinga de emergência.
Não há planejamento, não há comando e não há transparência. A torcida tricolor cansou de promessas vazias enquanto assiste, impotente, a um gigante definhar pela omissão dos seus dirigentes.





