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O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro

Personagens de nossa recente e conturbada história fariam atuações convincentes em uma refilmagem do clássico genial de Glauber Rocha.

O dragão da maldade em nossa sociedade continua destro e conservador, ganancioso e hipócrita. Usa e abusa de seu fogo egocêntrico, queimando tudo a sua volta. E coitado do santo guerreiro que tentar diminuir o incêndio, tende a se queimar.

Afora as diferenças entre o filme de 1969 e o Brasil de 2023, continua a dicotomia entre explorador e oprimido nos moldes de um capitalismo subnutrido e colonial. Resultado de uma quase democracia aparelhada com golpes executados por uma elite paralisada no tempo e com casa em Miami.

Do golpe parlamentar em Dilma ao lavajatismo em Lula, culminando em um quase retorno de ditadura militar em 8 de janeiro, tivemos nos últimos 7 anos de nossa história uma amostra vergonhosa de nossa elite e do gado que a segue.

Ficou provado que os estragos ao meio ambiente e às vidas humanas são insuperáveis quando ascendem ao poder extremistas apoiados por essa elite pseudo nacionalista. Amazônia e pandemia que o digam.

E não se enganem. Por trás da fé, das estrelas em uniformes verde oliva, dos grandes empresários de sorrisos falsos, se esconde o germe cíclico do fascismo a assombrar novamente a humanidade.

Por mais forte, competente e estrategista que o santo guerreiro seja, e é, precisa estar alerta para não se queimar.

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Ricardo Azambuja
Ricardo Azambujahttps://realnews.com.br/author/rica/
Jornalista e bancário, formado em Economia na UFSC, com pós-graduação em Ecologia e Cinema. Trabalhou como repórter, redator e subeditor de Variedades no jornal Diário Catarinense e escreveu matérias sobre politica para o blog O Cafezinho

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