O ano do inesperado para o colorado

Um início de ano promissor, marcado por contratações empolgantes e a chegada de um técnico que conquistava corações em Porto Alegre. Tudo parecia caminhar para a tão sonhada virada de chave, capaz de encerrar a seca de títulos que assombra o Internacional há anos.

No entanto, antes mesmo de podermos comemorar, tudo começou a desmoronar. Mais um Campeonato Gaúcho vencido pelo maior rival, eliminações precoces em todas as competições, e uma enchente devastadora que abalou o estado e os torcedores colorados. Foi assim que 2024 parecia chegar ao fim já na metade do ano: com um time apático, refletindo o sentimento de frustração que ecoava na torcida.

Mas as coisas estavam prestes a mudar, e por meio de um homem que, até poucos meses atrás, jamais imaginávamos ver vestindo vermelho. Mais do que isso, jamais imaginávamos o quanto ele queria estar aqui.

A revolução de Roger Machado

Roger Machado, ídolo absoluto do maior rival. Um jogador com uma carreira vitoriosa e um técnico que, apesar de promissor, parecia ter atingido um teto e seguia um caminho distante da elite dos treinadores brasileiros. Contra todas as expectativas, Roger chegou ao Beira-Rio e trouxe consigo a fagulha que reacendeu a chama do Inter, do elenco e da torcida.

Com o apoio de D’Alessandro e Paulo Paixão, três pilares cruciais — técnico, mental e físico — começaram a ser reconstruídos. Roger, Dale e Paixão formaram uma tríade que ajustou os erros do primeiro semestre, devolvendo ao Inter o que parecia perdido: identidade e paixão.

Decepção ou recomeço?

É verdade que, considerando as expectativas de início de ano, 2024 pode ser classificado como mais uma temporada frustrante. Porém, há algo de diferente desta vez. O que nos deixa esperançosos para 2025 não é uma promessa vazia ou uma simples opinião: é algo tangível, visível.

O Inter de Roger, Dale e Paixão voltou a ser um time feliz. E, se o Inter está feliz, a nós torcedores só resta acreditar e esperar por um grande 2025.

Afinal, o que é o futebol, senão a arte de recomeçar?

Foto: Ricardo Duarte

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