Manter Gabriel Mec no time é a escolha certa — mas sem transformar o garoto em solução milagrosa

O momento do Grêmio na temporada exige atenção e, principalmente, coerência nas decisões. O time apresenta dificuldades claras: cria pouco, finaliza menos ainda e tem uma previsibilidade que se repete jogo após jogo. Mesmo quando vence, como no 1×0 sobre o Deportivo Riestra, a atuação não convence. E diante de adversários mais qualificados, como o Cruzeiro, as fragilidades ficam ainda mais expostas.

O técnico Luís Castro tentou mexer na estrutura, mudou o esquema e promoveu algumas alterações. Houve pequenos sinais de melhora, mas nada que represente uma virada real de desempenho. Entre essas mudanças, uma se destaca e precisa de continuidade: a utilização de Gabriel Mec como meia central.

Com apenas 18 anos, Mec ainda está em processo de formação e naturalmente vai oscilar. Isso é esperado. O ponto central não é colocá-lo como salvador, e sim reconhecer que, hoje, dentro das opções do elenco, ele oferece mais do que os demais na função. Sua mobilidade, capacidade de circular entre linhas e dar dinâmica ao setor ofensivo tornam o time menos engessado — algo que ficou evidente na vitória por 2×0, contra o Confiança, pela partida de ida da quinta fase, da Copa do Brasil.

O erro seria transformar essa escolha em desespero ou sobrecarregar o jovem com responsabilidades que não são dele. Mas também seria incoerente ignorar o que ele já mostrou em campo. Se outros jogadores tiveram sequência mesmo sem desempenho, Mec também precisa desse tempo para evoluir.

O Grêmio precisa de mudanças mais profundas, mas algumas decisões são imediatas. E manter Gabriel Mec no time titular, com respaldo e sem pressão excessiva, é uma delas.

Foto: Moreno Carvalho

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Gustavo Guedes
Gustavo Guedeshttps://realnews.com.br/
Jornalista/cronista esportivo

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