Após ataques na campanha eleitoral e sem nunca terem sentado para conversar antes, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reúnem na terça-feira, 8, para negociar a transição de governo.
A possibilidade de um consenso entre eles é prejudicada por disputas internas e conflitos provindos em futuras equipes de governo. No mesmo dia, Lula deve definir sobre uma proposta de emenda à constituição de Transição (PEC) feita pela nova equipe do governo para manter o Auxílio–Brasil em R$ 600 desde janeiro. Esta semana também deve ser agendada uma reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e a presidente do Tribunal Federal (STF), Rosa Weber.
Lula, ainda na pré-campanha, criticou o poder de Lira sobre o orçamento, entregue por Jair Bolsonaro (PL) por meio das emendas secretas. O petista chamou o presidente da Câmara de “imperador do Japão”, levando Lira a responder que poderia ser comparado a um imperador, “mas nunca a um ditador”. Depois, em eventos de campanha, Lula classificou o Congresso como o “pior da história” e ainda disse que iria “dar um jeito no Centrão”, grupo do presidente da Câmara.







