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quinta-feira, agosto 5, 2021

Kataguiri x Copolla: como debater com um oponente que usa narrativas (veja o vídeo)

Dois jovens inteligentes e articulados, porém Kim tem a malícia de um “Dick Vigarista”, que sabe sabotar o adversário.

Sun Tzu ensina em seu milenar livro, A Arte da Guerra, que devemos conhecer nosso inimigo, como a nós mesmos, para derrotá-lo. O debate que ocorreu neste sábado (30) já levou mais de um milhão de pessoas para o Canal do Copolla, aguardando a surra que ele daria em Kim.

Na verdade, isto não ocorreu e o jovem prodígio Copolla se deixou levar pela condução do embate feito por Kataguiri.
Copolla procurou responder a todas as perguntas com profundo embasamento técnico. Kataguiri respondia as perguntas com novas perguntas, ataques ou narrativas usadas pela esquerda.

Copolla, o gênio dos debates da CNN, nocauteou todos os seus fracos adversários “comuno-socialistas”, que eram substituídos, um a um, por outros do mesmo nível.
Na CNN havia uma regra entre os debatedores: a ética.
No entanto, Kim não tem a ética de responder perguntas ou de levar um debate para o campo técnico. Ele é um político. E tem imunidade parlamentar por suas palavras.

Kim baixou o nível do debate e Copolla se perdeu ao tentar manter um alto nível.
Copolla deveria ter usado seu tempo de resposta para “atacar” e fazer perguntas que tomassem o tempo do oponente. Ao contrário, quem fez isto foi Kataguiri.
Copolla deveria ter algumas narrativas pró governo Bolsonaro na ponta da língua como pronta-resposta, mas era Kim que atacava o governo com esta artimanha.
Em um debate tão curto, Copolla foi um jogador preparado tecnicamente, mas sem malícia. Kim, uma raposa astuta.

Dois jovens inteligentes e articulados, porém Kim tem a malícia de um “Dick Vigarista”, que sabe sabotar o adversário. Kim sabia que Copolla responderia suas perguntas e como seriam as respostas dele, para fazer uso da réplica com mais lacração. Este combate foi melhor explorado por Kim Kataguiri. Porém, a guerra será perdida por ele em um futuro próximo.
Eu explico. O eleitor que elegeu Kim com mais de 400 mil votos em 2018, é o mesmo que votou em Bolsonaro para Presidente.

Hoje, tanto o eleitor de direita e o eleitor de esquerda, não votarão nele em 2022.
Kim é bom de debate, mas como estrategista político, não passa de um moleque arrogante que caminha para o precipício político.

 

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