Incêndio em bar de luxo na Suíça relembra tragédia da Boate Kiss no Brasil

Fogo durante Réveillon deixou 47 mortos em Crans-Montana e reacende debate sobre segurança em casas noturnas

Um incêndio de grandes proporções atingiu o bar Le Constellation, na estação de esqui de luxo Crans-Montana, no Cantão de Valais, na Suíça, na madrugada de 1º de janeiro de 2026, durante as comemorações de Réveillon. O caso, que deixou 47 mortos e mais de 115 feridos, trouxe à memória a tragédia da Boate Kiss, ocorrida no Brasil em 2013.

Fogo começou durante comemoração de Ano-Novo

De acordo com informações preliminares das autoridades suíças, o incêndio teve início por volta da 1h30, quando o bar estava lotado. Relatos de sobreviventes e vídeos compartilhados nas redes sociais indicam que o fogo pode ter sido provocado pelo uso de velas de faíscas (sparklers) acopladas a garrafas de champanhe.

As faíscas teriam atingido o teto de madeira ou outro material inflamável, fazendo com que as chamas se espalharam rapidamente pelo interior do estabelecimento.

Jovens de várias nacionalidades entre as vítimas

Entre os mortos estão jovens de diferentes nacionalidades, incluindo suíços, franceses e italianos. Testemunhas relataram cenas de pânico, correria e dificuldade para sair do local.

Sobreviventes classificaram o bar como uma “armadilha”, apontando que as rotas de fuga eram estreitas e insuficientes para a quantidade de pessoas presentes. Com o avanço rápido do fogo, muitos não conseguiram deixar o local a tempo.

Investigações apuram falhas de segurança

As autoridades locais abriram investigação para apurar as causas do incêndio e verificar se o bar cumpria as normas de segurança contra incêndio, incluindo capacidade máxima, materiais utilizados na estrutura e sinalização de emergência. Até o momento, não há confirmação oficial sobre responsabilizações.

Tragédia na Suíça lembra incêndio da Boate Kiss

O episódio na Suíça remete a um dos maiores desastres da história do Brasil: o incêndio na Boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria (RS).

Na ocasião, durante um show da banda Gurizada Fandangueira, um sinalizador pirotécnico foi acionado dentro da boate. As faíscas atingiram a espuma de isolamento acústico do teto, material inadequado e altamente inflamável.

O incêndio resultou na morte de 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos. A maioria das vítimas morreu por asfixia, causada pela fumaça tóxica liberada pela queima da espuma, que continha cianeto.

Falhas semelhantes em tragédias diferentes

Apesar de terem ocorrido em países distintos, os dois incêndios apresentam semelhanças alarmantes, como o uso de materiais inflamáveis, superlotação e falhas nas rotas de fuga.

Os casos reforçam o alerta para a importância da fiscalização rigorosa, do cumprimento das normas técnicas e da adoção de medidas preventivas em casas noturnas, a fim de evitar que tragédias semelhantes voltem a acontecer.

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