Gravataí promove formação continuada para fortalecer educação antirracista nas escolas municipais

Educadoras das Eceis participaram de atividade voltada à valorização da diversidade e das relações étnico-raciais

 

A Prefeitura de Gravataí, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), realizou mais uma formação continuada voltada às práticas de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer). A atividade reuniu educadoras das Escolas Comunitárias de Educação Infantil (Eceis) e teve como foco o combate ao racismo, a valorização da diversidade cultural e o fortalecimento de práticas pedagógicas inclusivas.

A ação integra o processo de qualificação do ensino ofertado na rede municipal e busca ampliar o debate sobre equidade, pertencimento e representatividade dentro das escolas.

 

Formação debateu pertencimento e diversidade cultural

O encontro foi planejado pelo setor de Gestão de Parcerias e conduzido pelas assessoras de referência Carine Lemos e Josiane Prestes.

Durante a atividade, as educadoras participaram de reflexões sobre:

O pertencimento das comunidades negra e indígena;

A valorização da diversidade histórica e cultural;

O combate ao racismo no ambiente escolar;

Práticas pedagógicas voltadas à equidade;

A integração da história e cultura afro-brasileira e indígena no currículo escolar.

Educação como ferramenta de transformação social

A assessora de políticas de Erer da Smed e palestrante da formação, Carine Lemos, destacou a importância do trabalho desenvolvido nas escolas.

“Este projeto é parte do meu propósito de vida, um compromisso ético. Minha contribuição diária para construir possibilidades de uma sociedade mais justa e equânime através da ferramenta tão poderosa que é a educação. Eu acredito que muitas crianças e adolescentes, assim como educadores e comunidades, serão sujeitos ativos desse projeto, e o impacto na autoestima, no senso de pertencimento e no diálogo saudável transformará a qualidade da nossa educação municipal”, afirmou.

 

Representatividade fortalece autoestima e inclusão

Segundo a Smed, o trabalho pedagógico desenvolvido a partir dessas práticas contribui para que crianças negras e indígenas tenham suas identidades reconhecidas e valorizadas desde os primeiros anos da vida escolar.

Além disso, as ações ajudam todas as crianças a compreenderem a diversidade como elemento essencial para a convivência coletiva e para a construção de uma sociedade mais inclusiva.

 

Formação segue diretrizes das leis federais

As iniciativas desenvolvidas pela rede municipal estão alinhadas às Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.

A Prefeitura destaca que o objetivo é fortalecer, em toda a Rede Municipal de Ensino, práticas pedagógicas comprometidas com a Educação para as Relações Étnico-Raciais e com a promoção da igualdade de oportunidades.

 

 

 

 

 

Foto: Divulgação

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Peter Jaques
Peter Jaqueshttp://realnews.com.br
Peter Jaques é jornalista e criador de conteúdo apaixonado por contar histórias autênticas — do jornalismo esportivo à cobertura musical independente. Já atuou como repórter na Real News, acompanhando de perto as emoções do Sport Club Internacional, e também deu voz à cena alternativa em projetos como Preto No Metal e Motim Underground.Formado em Jornalismo pela UNIFRAN, une reportagem, locução e produção digital para criar conteúdos que informam, conectam e emocionam. Entre o campo e os palcos, sua escrita se destaca pelo olhar crítico e pela capacidade de envolver o público, sempre valorizando a experiência humana por trás de cada história.

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