No domingo, o Exército anunciou que acatará a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de afastar o tenente-coronel Mauro Cid de suas funções, embora ele continue recebendo seu salário de 27 mil reais. Moraes ordenou o afastamento de Cid “do exercício das funções de seu cargo de oficial no Exército”, e o Centro de Comunicação Social do Exército informou que ele será “agregado ao Departamento-Geral do Pessoal, sem ocupar cargo e exercer função”. O tenente-coronel estava anteriormente vinculado ao Comando do Exército.
Mauro Cid enfrenta problemas legais desde sua prisão em maio, sob suspeita de envolvimento em uma suposta fraude relacionada a cartões de vacinação contra a Covid-19, incluindo o de Bolsonaro. Sua situação se agravou com uma operação da Polícia Federal que investiga o desvio de presentes recebidos em viagens oficiais durante o governo anterior. Além disso, sua suposta participação em uma conspiração golpista em 2022 também contribui para sua situação jurídica complicada.
Foto: Alan Santos/PR