Entregas do Governo Federal no Sul do país destravam investimentos, elevam competitividade e beneficiam 29 milhões de habitantes

Elevar investimentos na logística nacional de transportes resultada de forma direta em mais produtividade, redaução de custos e solção para gargalos econômicos que afetam a competitividade de indústrias e empresas regionais. A expansão da infraestrutura nos últimos três anos e meio tem sido determinante para acionar as potencialidades da região Sul, elevando os níveis de serviço, as oportunidades de negócios e a geração de emprego e renda.
Uma rede de transportes eficientes e pulverizada favorece a movimentação dos produtos agroindustriais produzidos na região, com destino aos mercados interno e internacional. Com essa perspectiva, desde 2019 o Governo Federal investiu aproximadamente R$ 5,7 bilhões nos três estados da região. São recursos públicos e privados, aplicados na modernização de todos os modais de transportes. Foram 72 obras entregues, que beneficiaram cerca de 29 milhões de habitantes da região. No setor rodoviário, os investimentos em 52 entregas somam R$ 4,1 bilhões.

Confira aqui a apresentação do ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, sobre as entregas da pasta no primeiro semestre deste ano.
Destaques para melhorias como a realizada na chamada Estrada Boiadeira. Histórica pelas travessias tropeiras de gado, em 2022 as intervenções na BR-487/PR chegaram a 80% de execução. A parceria do Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, com a Itaipu Binacional e o governo do Paraná tem garantido o avanço das obras em trecho de 46 quilômetros, ligando Porto Camargo (MS) à Serra dos Dourados (PR). Dos quatro lotes previstos, dois já foram concluídos. São R$ 540 milhões de investimentos públicos para modernizar o segmento da estrada federal.
O trabalho se soma a outros já concluídos, como a duplicação de 20 quilômetros da BR-163/RS, entre Toledo e Marechal Cândido Rondon (PR), entregue em 2019; e a duplicação do Contorno de Pelotas, na BR-116/392, obra dividida em dois lotes. O primeiro segmento, de 11 quilômetros, foi concluído pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em 2018; e o segundo, com 12,7 quilômetros, neste ano, com a liberação oficial do trânsito na trincheira — uma das obras de arte mais expressivas do trecho e que fica na intersecção da BR-116 com a Avenida Cidade de Lisboa.
Conexão aérea

Com investimentos na ordem de R$ 709 milhões, o Governo Federal permitiu a ampliação de voos e a conexão do Sul com grandes centros urbanos do país. É o caso do Aeroporto Lauro Kortz, em Passo Fundo (RS), que já conta com uma nova pista de pousos e decolagens. No total, o investimento é de R$ 42,6 milhões — recursos públicos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), sendo que, até junho deste ano, foram executados R$ 25,3 milhões. Com as intervenções, o município gaúcho contará com o segundo maior terminal aeroportuário do Rio Grande do Sul, ficando atrás apenas do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.
A modernização da infraestrutura de mais nove aeroportos da região foi assegurada com a transferência de suas gestões à iniciativa privada. Vencedor de leilão promovido em abril de 2021 pelo MInfra, o Grupo CCR assumiu a administração dos aeroportos de Curitiba/PR, Foz do Iguaçu/PR, Navegantes/SC, Londrina/PR, Joinville/SC, Bacacheri/PR, Pelotas/RS, Uruguaiana/RS e Bagé/RS no primeiro semestre deste ano e investirá R$ 2,1 bilhões nesses terminais ao longo do contrato de concessão.
Desenvolvimento portuário

No setor portuário, investimentos na ordem de R$ 458 milhões permitiu a ampliação do canal do Porto do Rio Grande, um dos mais importantes do país, em 2020. O serviço permitiu a navegação de navios com calado maior, garantindo mais profundidade para atracação de navios de carga e segurança para operações.
O Porto do Rio Grande está na ponta de um importante corredor logístico no Sul do Brasil, uma rota de grande relevância para o escoamento dos produtos nacionais rumo ao mercado externo. Para chegar até lá, os motoristas trafegam pela BR-116/RS, rodovia que faz a ligação com o Uruguai, importante parceiro comercial do país.
O Governo Federal e a Portos do Paraná, autoridade portuária que administra os Portos de Paranaguá (PR) e de Antonina (PR), fortalecem parcerias com operadores de Paranaguá para realização de importantes investimentos em superestruturas no porto. Em 2020, R$ 201 milhões de investimento permitiram a ampliação do cais de atracação de Paranaguá, permitindo que o empreendimento receba navios maiores, que comportem até 80 mil toneladas de carga bruta. Além do Paraná, a obra beneficiou a exportação agrícola dos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo e de Santa Catarina, além do Paraguai.
Três terminais portuários do Paraná, Rio Grande do Sul e de Santa Catarina foram qualificados no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal e, juntos, estão aptos a receber R$ 288 milhões em investimentos privados. O primeiro é o Terminal PAR03, do Porto de Paranaguá, que envolve uma área de 38.000 m2, onde se movimentam e armazenam granéis sólidos minerais. São previstos investimentos de R$ 172,53 milhões no local, gerando aproximadamente mil empregos durante 10 anos de contrato.
Os outros dois empreendimentos se dedicam a granéis sólidos vegetais. O Terminal RIG71, no Porto de Rio Grande (RS), tem área de 11,440 m2; investimentos previstos de R$ 55,70 milhões em 10 anos de contrato e projeção de gerar 233 postos de trabalho. Já no terminal TGSFS, em São Francisco do Sul (SC), o arrendatário vai investir R$ 60 milhões na área de pouco mais de 41.171 m2 — é esperada abertura de 340 vagas de trabalho ao longo do contrato.

Segurança na passagem de trens

O Governo Federal concluiu em 2021 as obras planejadas para o município de Rolândia, no Paraná, realizadas com o objetivo de melhorar a segurança da população e a mobilidade urbana. A passagem inferior à via férrea do município permitiu eliminar o cruzamento em nível com a ferrovia. O investimento nas duas obras, incluindo desapropriações, corresponde a R$ 18 milhões. As obras em Rolândia são fundamentais para assegurar a harmonia das operações ferroviárias com o tráfego urbano, proporcionando mais tranquilidade aos cidadãos do município.

O transporte sobre trilhos na região também deve avançar com o Programa de Autorizações Ferroviárias (Pro Trilhos). Desde setembro de 2021, quando foi criada, a iniciativa do MInfra recebeu recebeu 80 pedidos de 32 diferentes entes privados interessados em desenvolver projetos ferroviários no país pelo regime de autorizações. Do total de requerentes, quatro foram para a região Sul. Juntos, os pedidos somam 861,4 quilômetros de extensão de novos trilhos e investimentos na ordem de R$ 19 bilhões.

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