Em um intervalo de sete dias, o Grêmio entra em campo pela terceira vez, algo que já exige ajustes físicos e estratégicos. Na noite desta quinta-feira, às 19h, o Tricolor recebe o Vitória, na Arena, pela sétima rodada do Brasileirão, em um confronto que vai além dos três pontos: é um teste de reação.
Com 8 pontos em seis jogos e ocupando a oitava posição, o Grêmio olha tanto para cima quanto para baixo na tabela. A distância para o Z4 é de apenas três pontos — e para o próprio Vitória, adversário direto nesta rodada, é de um. Ou seja, vencer em casa deixa de ser apenas importante e passa a ser necessário.
O momento recente não ajuda. São três empates consecutivos por 1×1 — contra Internacional, Bragantino e Chapecoense. Resultados que, embora não sejam derrotas, evidenciam um time que perdeu consistência e, principalmente, capacidade de decisão.
Contra o Bragantino, o Grêmio até produziu e criou boas chances, mas faltou eficiência. Já diante da Chapecoense, o cenário foi mais preocupante: um time pouco criativo, sem imposição técnica e que não se mostrou superior em muitos momentos. E é justamente aí que mora o alerta para o duelo desta noite. Mais do que vencer, o Grêmio precisa voltar a jogar bem.
A ausência de Arthur segue sendo um fator determinante na queda de rendimento. Sem ele, o time perde organização, fluidez e controle no meio-campo. O retorno de Marlon na lateral-esquerda é importante, mas não resolve o principal problema coletivo.
Outro ponto que merece atenção é o encaixe de Nardoni, que passou a ser titular com a ausência de Arthur. No esquema 4-1-4-1, o volante argentino atua muitas vezes de costas, com pouca participação na construção. Ele é um jogador que pode render mais, desde que melhor utilizado, acredito que Luís Castro tenha que repensar sua utilização nessa formação. Reposicionando o jogador, fazendo com que ele enxergue o campo de frente.
Além disso, a bola aérea defensiva segue sendo um problema recorrente. O Grêmio tem perdido duelos pelo alto com frequência, muito em função da marcação por zona. A falta de agressividade nesse tipo de lance tem custado caro e precisa ser corrigida com urgência.
Para esta partida, ainda existe a possibilidade de preservações. Monsalve e Noriega podem ser poupados, especialmente o volante, que vem de uma sequência intensa de jogos.
Provável Grêmio: Weverton; Pavón, Balbuena, Viery e Marlon; Noriega (Dodi ou Léo Pérez), Nardoni e Monsalve (Gabriel Mec ou Willian); Enamorado, Amuzu e Carlos Vinicius.
Diante de tudo isso, o cenário é claro: vencer é obrigação, mas convencer já se tornou necessidade. O Grêmio precisa dar uma resposta dentro de campo — não apenas para a tabela, mas para si mesmo.
Foto: Lucas Uebel/Grêmio



