A sustentabilidade no meio rural foi tema de uma atividade promovida pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) nesta segunda-feira (31), durante a Expointer. Realizado no espaço da instituição no Parque de Exposições Assis Brasil, o encontro apresentou alternativas para conciliar produção agropecuária, preservação ambiental e novas oportunidades econômicas para propriedades rurais.
Com o tema “Engenharia – Pegada de Carbono e Sustentabilidade”, a atividade foi conduzida pelo professor das Engenharias da Ulbra Mauricio de Almeida Schimidt. Especialista na área ambiental, integrante da Associação Brasileira de Química e docente há 33 anos, ele abordou a contribuição da Engenharia na busca por sistemas produtivos mais eficientes e ambientalmente responsáveis.
Entre os principais assuntos tratados esteve a pegada de carbono e a possibilidade de utilizar práticas de sustentabilidade como instrumentos de valorização das propriedades rurais. Nesse contexto, o professor apresentou também o mercado de créditos de carbono como uma das alternativas que podem ser exploradas pelo setor.
Durante a atividade, Schimidt explicou a relação entre a concentração de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, o efeito estufa e o aquecimento global. A partir desse cenário, destacou a necessidade de ampliar a participação do setor rural em iniciativas capazes de reduzir impactos ambientais.
A proposta apresentada foi aproximar o conhecimento técnico da realidade das propriedades, utilizando ferramentas de Engenharia para melhorar processos produtivos e, ao mesmo tempo, contribuir para a conservação dos recursos naturais.
Créditos de carbono como alternativa
Um dos pontos discutidos foi o funcionamento dos créditos de carbono. Segundo a abordagem apresentada no encontro, propriedades rurais podem contribuir para a retirada de carbono da atmosfera por meio da preservação de áreas vegetadas e da recuperação de locais degradados.
A capacidade de capturar e armazenar carbono pode, em determinadas condições, ser transformada em um ativo ambiental passível de certificação e comercialização. Para isso, são necessários critérios e processos que permitam comprovar os resultados ambientais alcançados.
Entre as práticas citadas durante a atividade está a conservação de vegetação nativa em meio às áreas destinadas ao cultivo. Além de auxiliar na proteção dos ecossistemas, essa estratégia pode contribuir para minimizar os impactos associados à produção.
Outra possibilidade apresentada foi a recuperação de áreas degradadas, com o plantio de árvores e espécies escolhidas de acordo com as características de cada ambiente. A adoção dessas medidas pode integrar objetivos de conservação ambiental ao planejamento da propriedade.
A ideia, conforme explicou o professor, não é substituir a atividade econômica já desenvolvida no campo. O objetivo é incorporar práticas sustentáveis ao sistema produtivo, utilizando a preservação ambiental também como possibilidade de agregar valor à propriedade e criar novas oportunidades de negócio.
A programação da Ulbra na Expointer continua ao longo da semana, com atividades promovidas por diferentes cursos da universidade. A agenda inclui temas ligados ao agronegócio, saúde, tecnologia, direito e qualidade de vida no meio rural.





