A qualificação da mão de obra é uma determinação legal e estratégica para o desenvolvimento econômico. Conforme a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o empregador deve promover capacitação e treinamento dos trabalhadores. Essa obrigatoriedade reforça o papel das instituições de educação profissional e tecnológica (EPT) como parceiras essenciais para o cumprimento da legislação.
O atendimento às NRs, que abrangem segurança e procedimentos técnicos, exige ensino especializado. Nesse cenário regulado, organizações dedicadas à EPT consolidam trajetórias de impacto. O Instituto Brasileiro de Ensino Profissionalizante (INBRAEP), que completa 15 anos de atividades, é um exemplo dessa atuação. A organização contabiliza a marca de mais de 500 mil profissionais certificados e a qualificação de colaboradores em mais de 15 mil empresas de diversos portes e segmentos em todo o território nacional.
Para Antônio Zimmerman, diretor-geral do INBRAEP, o marco reflete a maturidade do setor. "Além de representar um marco para a empregabilidade, estes números refletem a crescente priorização da conformidade com as normas de segurança e saúde. Qualificar um profissional é também capacitar um agente de prevenção dentro da empresa, o que é fundamental para construirmos um ambiente mais resiliente e produtivo", afirma.
A evolução da EPT no país dialoga com tendências educacionais globais e responde a desafios estruturais locais. O projeto "Future of Education and Skills 2030" da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estrutura seu quadro de referência em competências como a aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning) e o desenvolvimento integral de capacidades técnicas e socioemocionais para um mundo em constante transformação.
No contexto brasileiro, a análise do Banco Mundial sobre a geração de empregos em escala destaca a qualificação profissional como um "primeiro degrau" fundamental na escada de empregabilidade, argumentando que são necessários modelos educacionais eficientes que integrem educação e setor produtivo para impulsionar, de fato, a produtividade, a inovação e a inclusão.
O legado desses 15 anos de atuação do INBRAEP ilustra a capacidade de expansão e capilaridade da educação profissional. Com metodologias que unem teoria e prática, a instituição mantém presença nacional e desenvolve projetos que visam à inclusão produtiva e ao atendimento de demandas regionais específicas, reforçando seu papel na formação de capital humano qualificado para os desafios atuais e futuros da economia brasileira.



