O noticiário recente envolvendo o Grêmio vai muito além da bola rolando. De um lado, um time cercado de dúvidas para um clássico decisivo. Do outro, mais um episódio fora de campo que atinge diretamente a imagem do clube. No meio disso tudo, uma direção que parece sempre correr atrás do problema, em vez de evitá-lo.
A preparação para o Gre-Nal 452 deveria ser tratada como prioridade absoluta. Só que o cenário é de incerteza. Lesões, indefinições e uma escalação que ainda gera dúvidas mostram um Grêmio que chega longe do ideal. Clássico exige convicção, exige segurança. O torcedor olha para o time e não enxerga isso. E quando falta clareza dentro de campo, é inevitável olhar para quem está acima, para quem planeja.
Fora de campo, a situação é ainda mais delicada. A ligação com uma antiga patrocinadora agora investigada por rifas eletrônicas ilegais levanta um questionamento sério sobre os critérios adotados pelo clube. Não é só dinheiro. Nunca foi só dinheiro. É sobre imagem, responsabilidade e respeito com a história do Grêmio. Esse tipo de situação desgasta, e desgasta muito.
E aí vem a pergunta que todo torcedor está fazendo. Onde estava o filtro da direção. Onde estava o cuidado de quem deveria proteger o clube. E mais do que isso, onde está a cabeça dessa direção. A antiga gestão de Alberto Guerra precisa explicar. Não dá para tratar isso como algo normal. O Grêmio não pode errar nesse nível.
No fim, tudo se conecta. Um time que entra em campo cercado de dúvidas e decisões fora dele que colocam o clube em situação constrangedora são reflexos de uma gestão que está devendo. O torcedor sente isso. E clássico, temporada e futuro não esperam quem vive apagando incêndio.







