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Diagnóstico não é palpite: equipe de Milena reage a especulações sobre autismo nas redes

Após a exibição da Prova do Líder no Big Brother Brasil 26, a reação de Milena durante a dinâmica gerou intensa repercussão nas redes sociais. Em poucos minutos, internautas passaram a levantar hipóteses sobre a saúde mental da participante, chegando a atribuir a ela diagnósticos como transtornos neurológicos e até autismo — sem qualquer confirmação médica.

Especialistas reforçam que diagnósticos clínicos só podem ser realizados por profissionais habilitados, como neurologistas, psiquiatras e psicólogos, após avaliações criteriosas. Comentários baseados apenas em recortes televisivos, pressão emocional e situações extremas — comuns em realities — não substituem exames, entrevistas clínicas ou acompanhamento profissional.

O debate reacendeu discussões importantes sobre saúde mental e preconceito. Parte do público destacou que, independentemente de qualquer condição, especular ou rotular participantes pode reforçar estigmas e desinformação. Outros lembraram que, caso a sister fosse neurodivergente, isso não diminuiria sua capacidade dentro do jogo — pelo contrário, seria mais uma prova de diversidade no programa.

Dentro da casa, Milena segue competindo normalmente, sem qualquer posicionamento oficial da produção sobre questões médicas. Enquanto isso, a repercussão externa evidencia como a exposição televisiva ainda desperta julgamentos precipitados e reforça a necessidade de mais responsabilidade ao tratar temas sensíveis nas redes sociais.

Equipe de Milena se expressa através de uma nota explicando que: eles vem recebendo mensagens sugerindo que Milena teria Transtorno do Espectro Autista (TEA). Afirma que respeitam as vivências de pessoas autistas, mas esclarecem que esse diagnóstico não existe no caso dela.

Dizem que, apesar de algumas pessoas enxergarem traços nos comportamentos e na personalidade, apenas uma equipe multiprofissional de saúde poderia fazer um diagnóstico, em condições adequadas, e lembram que ela está em confinamento e sob pressão.

Na parte final, o comunicado repudia comentários considerados psicofóbicos, que ultrapassam o contexto do programa e atingem pessoas com autismo e seus cuidadores.

Destaca que o autismo não define limites, mas singularidades, e reforça que pessoas autistas merecem respeito, acesso e escuta, tendo sonhos, desejos e talentos.

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Leilane Beck
Leilane Beckhttp://pensereal.com
Jornalista independente, baseada em evidências, múltiplas fontes e contexto histórico.
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