spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Derrota que deixa recado: o Grêmio já sabe quem não pode seguir

A derrota para o São José, na última quarta-feira, não pode ser tratada apenas como um tropeço normal de início de temporada. Em um contexto de pouco tempo de trabalho e muitas avaliações em andamento, o jogo serviu como um divisor de águas para Luís Castro. O treinador vem cumprindo o planejamento de rodar o elenco, mas algumas respostas vieram de forma tão clara que tornam difícil justificar novas insistências.

No sistema defensivo, Walter Kannemann representa o maior choque entre a história e a proposta atual de jogo. Ídolo do clube, líder e vencedor, mas cada vez menos compatível com um modelo que exige linha alta, velocidade na recomposição e qualidade na saída de bola. Seu estilo combativo, de contato físico e bolas longas sob pressão, já não encaixa no que o treinador busca. Hoje, a tendência é que Kannemann passe a ser mais opção do que protagonista. Ao seu lado, Viery reforça a sensação de um jogador superestimado. Nunca se firmou em uma posição, carece de impacto e, no máximo, parece destinado a ser uma peça de grupo, sem capacidade de assumir responsabilidades maiores.

No meio-campo, Cuéllar é talvez o ponto mais frustrante do elenco. Chegou cercado de expectativa, com status de reforço de peso e salário elevado, mas segue distante do rendimento esperado. Contra o São José, foi lento, sem intensidade e com dificuldades físicas evidentes. Para um jogador experiente, a atuação escancarou um descompasso preocupante em relação ao restante do time.

No setor ofensivo, os problemas se repetem. Aravena confirma que foi uma aposta mal feita. Pouco efetivo, decisões erradas e enorme dificuldade de finalização, além de nenhuma evolução desde a chegada ao clube. O alto investimento não encontra justificativa em campo, e não faz sentido que jovens como Gabriel Mec e Roger sigam atrás dele na hierarquia. Já André Henrique cumpre sua função como atleta de grupo, tem entrega e números razoáveis, mas não apresenta nível técnico para ser a principal alternativa ao centroavante titular. Esse cenário expõe uma lacuna clara no elenco e reforça a necessidade de avaliação ao setor de ataque.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

spot_img
- Conteúdo Pago -spot_img