Contra o Riestra, o maior desafio do Grêmio é ele mesmo

Após o empate sem gols contra o Athletico Paranaense no último sábado, na Arena da Baixada, o Grêmio volta a campo nesta terça-feira (05), às 19h, para enfrentar o Deportivo Riestra, em duelo válido pela 4ª rodada da Copa Sul-Americana. A partida é decisiva para o futuro do Tricolor na competição.

Com 4 pontos no Grupo F — mesma pontuação do adversário — o Grêmio entra pressionado. Uma vitória fora de casa pode significar um passo importante rumo à liderança da chave, lembrando que apenas o primeiro colocado avança diretamente às oitavas de final, enquanto o segundo ainda terá que disputar um playoff contra equipes vindas da Libertadores.

Mais do que a tabela, o momento exige resposta dentro de campo. O time gaúcho não vence longe de casa há mais de 100 dias e carrega uma sequência de atuações pouco convincentes. A equipe de Luís Castro até mostra evolução defensiva — são quatro jogos consecutivos sem sofrer gols —, mas peca justamente onde mais precisa: na criação e na agressividade ofensiva.

O empate diante do Athletico foi simbólico. Mesmo com um jogador a mais durante boa parte da partida, o Grêmio não conseguiu transformar a vantagem em domínio efetivo. Faltou ousadia, faltou ambição — e isso começa a incomodar cada vez mais o torcedor.

Para o confronto desta noite, o Tricolor terá desfalques importantes, como Arthur e Nardoni, ambos lesionados. Por outro lado, Amuzu retorna e pode ser uma peça importante para dar mais velocidade ao ataque. Ainda assim, a responsabilidade de evolução coletiva é inevitável.

O adversário, por sua vez, oferece uma oportunidade clara. O Deportivo Riestra manda seus jogos no estádio do San Lorenzo porque sua própria casa não tem capacidade para receber partidas de competições continentais. E mesmo que atuasse em seu estádio, o Riestra é um clube de bairro, com baixa presença de público em seus jogos — cenário que deve se repetir nesta noite diante do Grêmio. Na prática, será um ambiente sem pressão da torcida local, um fator que reduz ainda mais o peso externo do confronto.

A equipe precisa, finalmente, transformar posse em produtividade. A solidez defensiva é um avanço, mas insuficiente para quem busca protagonismo continental. Se quiser liderar o grupo e evitar um caminho mais longo na competição, o Grêmio precisa mostrar mais — muito mais.

Nos bastidores, a pressão já começou. Torcedores cobraram o elenco na chegada ao hotel, com críticas direcionadas especialmente a Tetê. O próprio Luís Castro conversou com os presentes, em uma tentativa de amenizar o clima. Mas a resposta real terá que vir dentro de campo.

Provável escalação do Grêmio:

Weverton; Pavón, Gustavo Martins, Viery e Pedro Gabriel (ou Caio Paulista); Dodi, Léo Pérez (ou Noriega) e Gabriel Mec (ou Willian); Enamorado, Amuzu e Carlos Vinicius.

A oportunidade está posta. Resta saber se o Grêmio, enfim, vai aproveitá-la — ou seguir alimentando dúvidas em uma temporada marcada por oscilações.

Foto: Lucas Uebel

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Gustavo Guedes
Gustavo Guedeshttps://realnews.com.br/
Jornalista/cronista esportivo

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